Johny Appleseed

A apresentação da turma de Júlia na festa da escola não foi tão legal. A segunda série ficou respnsável pelos anos 80 e a escolha da música “walk like an egiptian” não foi feliz. Com tanta coisa representativa dos infames eighties… podiam ter colocado Thriller (os meninos iam amar) ou Madonna, ou Dirty dancing ou Flashdance… tem tanta música bacana que daria uma apresentação bonita. Eu filmei mas nem vale a pena colocar aqui.

No dia seguinte, a sala de Juju apresentou uma peça fofa e pequenininha, sem grandes produções, no palco do parquinho de areia, só para os pais que puderam ir às 8 da matina prestigiar (eram bem poucos).

A peça é Johny Appleseed e conta a história verídica de um homem que no final do século XVIII e início do XIX seguiu andando pelos estados de Ohio, Indiana e Ilinois, nos EUA plantando sementes de maçã.

Johny se tornou uma lenda, e nessa montagem ele parece o menino maluquinho de Ziraldo, com uma panela na cabeça. O audio está baixíssimo e não dá pra ouvir direito, mesmo assim vale para vermos Juju arrasando de “frontier Mother”.

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Everybody let’s rock

Essa semana foi a festinha de final de ano da escola das crianças. A sala de Antônio ficou responsável por representar o rock dos anos 60, dançando twist e ele deveria ir vestido de preto, com uma jaqueta de couro.

No dia da festa, Tom se arruma com calça e camiseta preta e coloca por cima da roupa um casaco enorme de couro e lã (é isso mesmo que você leu). Imagine o calor que está fazendo em Salvador e pense na criatura… Eu tentei convencê-lo a me deixar levar o dito casaco na hora da apresentação mas o moleque me explicou:

-Sabe o que é mãe? Eu sinto muito frio no transporte.

Eu entendi a ansiedade do garoto e ele foi pro ônibus paramentado e feliz da vida. Quando cheguei na escola para assistir à apresentação, a professora me avisou que Tom passou a manhã inteira (35 graus, segundo um termômetro de rua perto da escola) com o casacão, pronto para entrar no palco e suando mais que um cuscus.

todo o esforço valeu a pena… vejam se não era o dançarino de twist mais lindo e ritmado do mundo. Como diria Caetano: Tom é tímido e espalhafatoso.

 

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Uma Noite Sem Igual

No sábado tivemos visita lá no Núcleo Salvador. Além dos irmãos Lauro e Laudio, Suzana Turibio e Aline Gomes foram contar uma linda história de Natal para nossas crianças.

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O maior beijo do mundo.

Essa história é antiguinha; Aconteceu no início de 2008, quando minha avó estava internada no Hospital Aliança e eu sempre que podia ia para lá ficar um pouquinho ao seu lado.

Naquele dia eu tinha pego Ju e Tom na escola e estava com os dois no carro, além da babá. Expliquei a eles para onde estávamos indo e disse que eles teriam que me esperar no jardim lá fora, pois crianças não eram permitidas nas visitas, mas se quisessem eu podia levar o beijo dos dois para a bisa.

Juju começou mandando um beijo enorme. Aí Tom, pra não ficar pra trás, abriu os dois bracinhos e disse que aquele era o tamanho do beijo dele. juju rapidamente mandou: -Mãe. Diz que meu beijo é do tamanho deste carro.

-E o meu é do tamanho do carro do meu pai, rapidamente Tom cobriu.

-Então o meu é do tamanho da Lua e do sol

-E o meu é o céu inteiro com lua, sol e todas as estrelas

Como ganhar de um beijo tão grande? Juju pensou um pouco e decidiu:

-Mãe. diz a vovó Zélia que meu beijo é maior que o dever de casa.

A discussão acabou com Júlia vitoriosa. Dei todos os beijos superlativos e ainda consegui de lambuja boas risadas de D. Zélia ao lhe contar a história.

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Aviãozinho

Nada como transformar uma caixa de papelão num avião, e fazer a imaginação voar…

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Kikos Marinhos, o filme

Atendendo ao pedido de meu amigo Iuri, aqui vai o filminho que fiz com meus bebezinhos. Ah, hoje (26/11) só tem um Kiko grande e um filhotinho vivos no aquario, provando que só os fortes sobrevivem.

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Kikos Marinhos

No final dos anos 70 ou início dos 80 (sim amigos, eu estava lá) Salvador foi tomada por uma nova febre, assim como os iô-iôs da Coca-Cola, bambolês e patins.

A onda do momento era os “Kikos Marinhos”. Se você é mais novo que eu e não tem a menor idéia que é isso, eu explico: era uma kit que você comprava na banquinha de revista e vinha com dois envelopezinhos tipo ki-suco (um contendo ovos desidratados de um animalzinho marinho fantático e outro com comidinha para alimantá-los) encartados num papelão grosso com desenhos de animaizinhos humanóides que garatiam ser os melhores pets jamais vistos.

Se vc não estava lá talvez também não saiba que naquele tempo não existia nada parecido com código de defesa do consumidor e o que era anunciado muitas vezes era bem diferente do que vc realmente levava pra casa. Assim eram os bichinhos… quer dizer os supostos bichinhos porque nem eu, e nem ninguém que eu conhecia, jamais viu nem a sombra deles. Depois de misturar o pozinho do envelope 1 com a água do copo, ficávamos durante dias, semanas olhando aquela água parada e esperando os humanóides rabudos eclodirem para vir brincar e fazer acrobacias como nos era prometido. O que acontecia é que geralmente minha mãe via a água ficar verde e mal cheirosa e deitava nossa experiência pela privada abaixo. Íamos novamente à barraquinha munidos de nossa mesada e reiniciávamos o processo.

Talvez você ache que éramos todos idiotas por acreditar em tal promessa, e continuarmos a gastar nossas economias em um brinquedo tão frustrante, sem ter nenhuma prova da existência real dos Kikos.  Mas éramos crédulos naqueles tempos pré internet e corria a boca pequena que a amiga da prima de uma amiga tinha uns Kikos enormes que brincavam com ela e tudo. A prima da nossa amiga tinha visto e garantia. Certamente nós tínhamos feito alguma coisa errada. Isso não se aconteceria da próxima vez (infelizmente a história se repetiu over and over, só mudando um pouco o final… uma vez eu derrubei o copo sem querer e chorei copiosamente sobre os cadaverezinhos invisíveis… daquela vez teria dado certo e eu estraguei tudo.)

Essa história facilmente ficaria esquecida em algum recôndito da minha memória, e lá esteve adormecida por todos esses anos. Esse mês, entretanto, numa viagem aos EUA, encontrei numa loja de briquedos a versão americana dos Kikos. “Sea Monkeys” é como chamam os bichinhos por lá. Não resisti e comprei o kit (não me chame de idiota. Talvez crédula demais ou ingênua, embora eu prefira acreditar que não perdi a fé na humanidade, nem deixei de confiar na sorte e apostar coisas que não compreendo).

Preparei as crianças para a provável decepção contando da minha experiência pregressa e ainda expliquei que caso nascesse alguma coisa daquela experiência a probabilidade de serem aqueles bichinhos fofinhos da caixa era quase nula.

Pegamos o aquariozinho que veio no kit (antigamente usávamos um copo qualquer), colocamos um anti-cloro (que na primeira versão não existia, ou pelo menos não lembro dele) e esperamos 24 horas pra a água ficar pronta.

No dia seguinte colocamos os ovinhos e mexemos a água.

Sabem o que é mais incrível? Nasceram uns bichinhos que a princípio pareciam pequenas virgulas transparentes em corpo 6, que movimentavam com desenvoltura pelo pequeno habitat.

A cada dia que passa (hoje faz uma semana que os ovos eclodiram) os bichinhos ficam maiores e o maior deles já tem o tamanho de uma unha. Eles parecem um cruzamento de barata do mar com pulga (ah eles tem um rabinho sim, mas daí a compará-los com macacos é uma puta licensa poética).

Posso ser sincera? Estou adorando meus Kikos Marinhos. Todos os dias quando chego do trabalho corro pra ver como eles estão, do mesmo jeito que Ju e Tom fazem quando chegam da escola. Chamo eles de meus nenéns e coloco na varanda pra pegarem uma luz mais intensa (eles não gostam de sol direto). Estou pensando até em colocar nomes para chamá-los individualmente (o problema é saber quem é quem). Voltei à infância e estou “lavando a jega”: Yes we can.

 

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Bolinho de Mijadra

Outros possiveis títulos para esse post:

-Cozinha Lavoisier.

-Raspas e restos me interessam

-Transformando um almocinho saudável em larica

ou ainda:

-merenda para comer enquanto escrevo no blog.

Tudo começou porque meu grupo de amigas (todas inteligentes, cultas e prendadas) estava falando das delícias da Mijadra. Eu, pra não passar por ignorante, googlei o termo e descobri se tratar de um arroz de lentilhas com cebolas douradas. Embora eu não seja muito fã das ditas lentilhas, resolvi usar um saquinho que estava querendo sair da validade por aqui e hoje arriscamos o prato, na hora do almoço. É uma delícia.

Agora a noite, cheguei de uma reunião e pensando no que iria comer assistindo a novela, resolvi usar os restos do almoço e mais uma cenoura murchinha que jazia no fundo da gaveta de verduras para fazer uma versão do meu tradicional e laricoso bolinho de arroz.

Fiz assim:

Coloquei numa vasilha o resto da mijadra e mais um ovo, farinha de trigo pra dar o ponto (melento mas não tão molengo), uma pitada de sal e a cenoura ralada no ralo fino. misturei bem e fritei no óleo quente. O resultado? Sucesso absoluto de público e crítica. Todos adoraram, o que significa que a lentilha não vai perder a validade.

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Aí é só botar um nome em francês…

Hoje encontrei esse videozinho fofo da Max Haus. É o tipo de comercial que faz a gente parar e pensar. Um minutinho pra sacar que nossa vida não é melhor e nem pior que a das outras pessoas.

Me lembrou uma frase que escutei esses dias (não lembro exatamente das palavras usadas mas o sentido era esse):   É bem mais glamourosa a vida das pessoas que não conhecemos direito.

E como uma coisa puxa outra, lembrei de um texto antiguinho de Martha Medeiros que diz tudo. Vou copiar o ele aqui para que quem não teve oportunidade de ler.

“Festa no outro apartamento

Anos atrás a cantora Marina compôs com o irmão dela, o poeta Antônio Cícero, uma música que dizia: “eu espero/acontecimentos/só que quando anoitece/é festa no outro apartamento”. Passei minha adolescência inteira com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar, porém eu não havia sido convidada.

Até aí, nada de novo. Não há um único ser humano que já não tenha se sentido deslocado e impedido de ser feliz como os outros são – ou aparentam ser. O problema está em como a gente reage a isso. A grande maioria que espera “acontecimentos” fica ligada demais na festa do vizinho, se perguntando: como fazer para ser percebido? A resposta deveria ser: percebendo-se a si mesmo. Mas é o contrário que acontece: a gente passa a se vestir como todo mundo, falar como todo mundo, pensar como todo mundo. Só então consegue passe livre: ok, agora você é um dos nossos, a casa é sua.

As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação tão infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias de jornal. As pessoas alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.

É preciso amadurecer para descobrir que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro não costumam ser revelados. Pra consumo externo, todos são belos, lúcidos, íntegros, perfeitos. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada/todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”. Fernando Pessoa sacando que nada é o que parece ser.

Sua solidão, sua busca por paz interior, seus poucos e leais amigos, seus livros, suas músicas, fantasias, de desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na sua biografia, e pode ser mais divertido que uma balada em algum lugar distante. Pegar carona na alegria dos outros é preguiça, e quase sempre é furada. Quer festa? Promova-a dentro do seu apartamento.”

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Pedro e o Bolo

Mais um filminho para dividir com vocês. Dessa vez é a comemoração do aniversário de Tata dia 12, em Brasilia.

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