Pessoal: dando seguimento à minha semana cultural (e gastronômica, off course) amanhã devo ir almoçar com Nando e as crias no Boca de Galinha. Se você é de Salvador, certamente conhece esse pitoresco restaurante, se é de fora… aguarde as fotos e a resenha
Hoje de manhã fui acompanhar uma amiga à São Joaquim. Para quem não conhece o lugar, eu explico: a Feira de São Joaquim, antiga Água de Meninos é uma enorme feira livre (quase uma cidade) que fica à beira mar, no bairro do comércio, em Salvador e vende de um tudo. Deve vir de família esse meu encanto por feiras, eu fico siderada a cada vez que vou até lá. O passeio é uma experiência para todos os sentidos.
Logo na chegada os ouvidos precisam se acostumar com a diversidade dos sons. Os gritos de vendedores apregoando suas mercadorias mesclam-se com o rádio do boteco ao lado que sempre toca no maior volume alguma música popular, enquanto um rapaz guiando um carrinho de mão abarrotado de compras berra pra você sair da frente.
Tem coisa mais gostosa que provar as frutas suculentas oferecidas pelos feirantes para você ter certeza que seus produtos são os melhores e mais doces das redondezas? Provei tangerina, manga espada, melancia e pinha (hoje, infelizmente, nenhuma jaca mole cruzou o meu caminho). Pra quem ta de nariz virado, com nojinho das frutas comidas sem nenhuma higiene, na promiscuidade da feira, só digo uma coisa: – desolê, você não sabe o que está perdendo.
Hoje, especificamente, me encantei na barraca de “Seu Nezinho dos Temperos” e comprei cravo da índia em pó (você já viu?), ervas finas, ervas provençais, anis estrelado, bolinhas de mostarda, alecrim moído, erva doce bem verdinha num buquezinho amarrado de cordão, coentro moído, páprica doce, manjericão moído, e uma mistura de ervas com um nome esquisito que eu nunca ouvi falar e cheira deliciosamente bem. Aliás, minha mochila chegou em casa super cheirosa. Eu tenho certeza absoluta que amanhã já não vou lembrar exatamente que saquinho tem o quê, mas não importa: só estando lá comigo para entender o encantamento com tantos cheiros fortes e deliciosos… Por um momento me vi novamente com meu pai num mercado de temperos na Tunísia… Esse sim eu fotografei.
Durante o passeio é impossível que os olhos não se percam nas cores das contas de santos que ficam penduradas nas entradas das lojas de toda uma rua da feira, mas é importante se ligar, os gatunos ficam de olho vivo nas bolsas e carteiras deixadas de bobeira: todo cuidado é pouco. Panelas brilhantes e tachos enormes, empilhados formando desenhos bonitos fazem parte da paisagem do local. Em São Joaquim eu encontro até animais: galinhas d’angola, pombos, coelhos, porcos, preás, bodes e juro por Deus que até um pavão eu já vi amarrado na rua da galinha.
Por falar em rua da galinha, é alí que estão várias lojas de macumba, que vendem ingredientes para ebós, animais para matança, água de cheiro, água de flor de laranjeira (a maior delícia para passar com um pano úmido pela casa limpinha), imagens de santos diversos, contas, conchas e todo o material para um “trabalho bem feito”. Outro dia me diverti um monte na Casa ” Rainha das Águas”, vendo os nomes dos pozinhos milagrosos: tira pemba, traz amor, prende homem, chama dinheiro, 7 segredos, entrega tudo e etc…
Tem um outro pedaço da feira, no corredor que vende miuçalhas, roupas, calcinhas e chinelos de pneus, que tem uma barraca com uns instrumentos esquisitíssimos que parecem saídos de um manual de tortura da idade média: uma vez eu não resisti à curiosidade e perguntei pra que serviam dois inexpugnáveis instrumentos de ferro negro, com cabos de tesoura… a moça, muito simpática, me explicou que eram versões antigas (os primos pobres) das chapinhas e “babylisses” que conhecemos. Vivendo e aprendendo.
Fui também na parte das barracas de farinha e comprei uma amarelinha e fininha vinda de Nazaré das Farinhas, uma gostosura. Aproveitei a barraca e comprei também tapioca para fazer mingau, mungunzá, goma para beiju e um feijão pequeno e meio rosado que a moça garantiu ser bem gostosinho. Nessa barraca eu ficava brincando de enfiar a mão até o pulso nos diferentes sacos de feijão (fradinho, rosa, mulatinho, carioca, preto e enxofre) e sentir a textura friazinha, macia e envolvente de cada um deles. Tá, pode me chamar de doida, aposto que a vendedora (embora não tivesse me dito nada), também pensou isso, mas que é uma delícia, ah isso é.
Ainda passei pela rua do barro onde se compra cerâmicas, pela parte da palha, de onde trouxe uma autêntica vassourinha de bruxa pra Juju arrasar no halloween da escola e uma vassoura boa de piaçava pra minha casa. Comprei um quilo de queijo de coalho bem aerado vindo direto da fazenda (me garantiu Jonas: meu assessor para assuntos feirísticos) uma bananada cascão artesanal, enrolada na folha de bananeira, e uma goiabada cascão pra Nando.
No final da manhã estava exausta mas feliz com o passeio e com as aquisições. Quando será que vou passear na feira novamente?
*Foto tirada daqui http://br.olhares.com/feira_de_sao_joaquim_ba_foto2408460.html
Amigos queridos:
Dia 20 do mês passado, mais ou menos às 20:00 h, saindo do aniversário de uma amiga, tive meu carro tomado de assalto.
Estava com meus filhos e ambos ficaram muito assustados com toda a situação. Até hoje, os dois ainda tem algumas seqüelas emocionais de todo o momento ruim que passamos. Graças a Deus está tudo bem, não precisam se preocupar: não aconteceu nada com nenhum de nós, só o susto e as perdas materiais.
Depois desse dia me bateu um banzo e acho que o Caboclo Postadô entristeceu e saiu a passear por outros terreiros. Por isso estou tão caladinha desde então. Tenho até alguns assuntos pra falar:
- Terminei de ler um livro fantástico que quero recomendar para vocês,
- fiz uma viagem com Nando e as crianças para Mucugê, na Chapada Diamantina (que me rendeu histórias e fotos novas),
- vi que Dan Brown lançou um livro novo, que estou doida pra ler,
- Finalmente saiu no Brasil o terceiro volume da coleção Millenium de Stieg Larson e terça Feira minha amiga Mani vai me emprestar pra eu começar a ler logo.
Então meus amigos, ‘bora acender umas velas pro Caboclo pra ver se ele resolve dar o ar de sua graça e volta a baixar aqui no Trapos.
Vocês já viram isso?

Uma jovem artista Hungara, Edina Todoki, está atraindo atenção da mídia e de críticos de arte com grafites em grama na cidade de Nova York.
A artista cria seus desenhos utilizando placas com musgo e grama recortados. Seus grafites são vivos e continuam a crescer depois de montados nas paredes do Brooklin.
Achei a ideia bacanérrima. Dá vontade de ver de perto, né?
Hoje de manhã recebi um email de um amigo querido convidando para “visitar o seu moinho”. Minha surpresa e alegria não poderia ser maior: eu já sou fã assumida de seus textos (infelizmente Cris é um rapaz ocupado e tem hábitos bissextos na atualização de seu Blog) e pra mim é sempre uma alegria ouvir as histórias do Rio Vermelho, bairro onde nasci, e de sua gente peculiar.
Para quem não conhece o Cristiano, faço questão de apresentar: Cris é blogueiro, artista plástico, administrados e filho do grande Floriano Teixeira. Um desenhista e pintor de mão cheia, pessoa da mais alta qualidade, amigo de toda a vida. Floriano é responsável por ilustrar vários livros de meu avô, dando cores e caras a seus personagens.
Cristiano escreve com graça e molho, fala da gente simples do Rio Vermelho, das ruas de paralelepípedo, do mar, da igrejinha dos pescadores, da festa de Yemanjá e de sua família muito querida.
Hoje minha surpresa foi ouvi-lo falar do nosso quintal. O jardim da casa de número 33, da rua Alagoinhas. Ali nasci e cresci, comendo manga, cajá, jambo e carambola, disputando a tapa com os micos o espaço nas árvores.
Vou colar aqui um pedacinho do post que me emocionou só pra dar um gostinho do que vocês vão encontrar lá no blog do Cristiano.
*Na foto do começo do post, da esquerda para direita: Floriano Teixeira, Jorge amado, Aldemir Martins e Mirabeau Sampaio
Se tem uma coisa que meus filhos não puxaram a mim (nem pelo lado dos Celestinos e muito menos nos Amados) é na gula. Eu venho de uma família boa de boca que sempre gostou de mesa farta e comilanças. Minha mãe até hoje se gaba de nunca ter precisado mandar um filho comer tudo, lá em casa o discurso era sempre o contrário: – Menino, pára de comer! Vocês vão estourar…
Ju e Tom sairam mais ao meu marido: magrinhos, elegantes e meio chatos para comidas. Eu não sou muito de me preocupar com isso mas de vez em quando procuro soluções para incrementar nossa mesa fugindo do básico arroz com feijão, banana e bife, que é o prato preferido de Nando e de Tom.
Hoje, olhando o arquivo das Rainhas do Lar (adoro) encontrei essa idéia divertida.
Salsicha Cabeluda (ou Hot Macarrão ou ainda Macarrão Dog)
Quando a gente vê o prato pronto se pergunta como é que o macarrão foi parar alí, né?
Fácil, fácil, já que o macarrão durinho fura a salsicha sem nenhuma dificuldade.
Vou fazer pras crianças com um molhinho básico de tomate com manjericão (Antônio vai reclamar das folhinhas e me fazer catar uma por uma mas o resultado final vai valer a pena, tenho certeza.
E você, também se animou para testar essa receita bacana?
Acho que no dia que fizer vou pedir pros meninos me ajudarem a furar as salsichas (quando eles participam do processo de feitura do prato, eles geralmente comem melhor)
Existem alguns filmes que marcaram a minha infância e começo de adolescência. Quando encontro algum deles para baixar aqui na net, dificilmente resisto. Hoje foi a vez de me reencontrar com Labirinto: um clássico.
Nessa fantasia fantoches e marionetes são deliciosos duendes, comandados por David Bowie, seu rei.
A menina Sarah se chateia de levar uma bronca e ter que tomar conta de seu irmãozinho e deseja que ele seja levado pelos duendes. Os pequeninos levam o bebê e a menina tem que atravessar um labirinto doidíssimo para recuperar seu irmão.
Já tem algum tempo que eu baixei esse filme e meus filhotes amaram, então aconselho também para quem tem filhos pequenos.
É só estourar a pipoca e relembrar.
Elenco
David Bowie …. Jareth the Goblin King
Jennifer Connelly …. Sarah
Toby Froud …. Toby
Shelley Thompson …. Stepmother
Christopher Malcolm …. Father
Natalie Finland …. Fairy
Shari Weiser …. Hoggle
Ficha Técnica:
Título no Brasil: Labirinto – A Magia do Tempo
Título Original: Labyrinth
País de Origem: Inglaterra / EUA
Gênero: Fantasia
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento: 1986
Estúdio/Distrib.: Columbia Home Video
Direção: Jim Henson

Ano passado, num impulso hedonista de compra, me presenteei com uma máquina de pão. Fiz algumas receitas do livrinho que vem junto com ela e outras que peguei numa comunidade do orkut e em alguns blogs.
Ainda não encontrei consegui fazer nenhum pão maravilhoso. Pra ser bem sincera a impressão que eu tenho é que todos os pães feitos na máquina ficam gostosinhos na hora que terminam de assar e ainda estão quentinhos e depois viram uma massaroca dura e chicletenta que fica rolando dias na geladeira sem ninguém se aventurar a comê-los.
Na semana que passou, fui num mercadinho comprar algumas coisas que estavam faltando em casa e encontrei o novo lançamento da Dona Benta: uma mistura para pão integral que comprei para experimentar.
Hoje, me dispus a fazer o teste. Comprei um fermento novo (isso é uma dica importante, porque percebi que o pão cresce muito melhor quando o fermento é novinho e pelo preço que custa não vale a pena reaproveitar), peguei a máquina em cima da geladeira e estou aqui dando uma de padeira.
Como é a primeira vez que uso a mistura pronta, resolvi não inovar e parti para a receita mais simples (exatamente como manda o saquinho).
Uma coisa que eu achava que a máquina não fazia muito bem era deixar o pão crescer até a massa duplicar de tamanho e por isso resovi dividir o ciclo da massa em 2.
Primeiro coloquei para bater e sovar bem direitinho (ciclo massa)… aí quando estiver bem uniforme e a massa dobrar o tamanho vou colocar só no ciclo assar.
Depois conto aqui se minhas cobaias minha família aprovou.
Update: fui lá dar uma olhada e a massa está grandona de bem fofinha ( já ta quase batendo na tampa)
Brasileiro de Rondônia onde foi seringueiro, residente desde 1992 em Salvador, o pintor Jair Gabriel participa da exposição que comemora os 400 anos do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia.
Sobre os motivos da fauna e flora amazônicas, prevalece na sua pintura a compreensão da natureza, cujo processo o artista apreende no pontilhismo estonteante das retículas. Para este evento o artista preparou uma tela especial imprimindo nova vida ao tema JUSTIÇA, sem deixar de lado a sua técnica, que estimula o movimento e a atração das cores.
A solenidade de abertura da Mostra de Arte Comemorativa ao IV Centenário do Tribunal de Justiça, que conta com 42 telas, esculturas e fotografias, será realizada HOJE, 10/09, a partir das 17 horas, com a presença da desembargadora Sílvia Zarif, presidente do TJ-BA, no Espaço Átrio do Centro Cultural do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia – localizado na 5ª avenida do CAB (Centro Administrativo da Bahia), nº 560. A exposição fica no local até o dia 9 de outubro.
A exposição traz pinturas, esculturas e fotografias de 46 artistas profissionais e amadores, entre os quais Jair Gabriel, Edson da Luz, Waldo Robatto, César Romero e Gil Mário, as juízas Renata Mirthes e Sandar Rusciolelli, a desembargadora aposentada Zaudith Santos e os servidores Ajurimar Simões e Jefferson Ferreira.






