5/30/2003 12:53:58 PM

Matrix

Finalmente fui assistir Matrix! Já tava me sentindo o último dos mortais, a mais displicente das criaturas por demorar tanto a faze-lo. Mas minha desculpa era perfeita. Não tava a fim de enfrentar filas intermináveis. Aproveitei a hora do almoço de ontem (sessão mais silenciosa não há) e fui cumprir com esse dever cívico.

Confesso que achei o primeiro melhor. Talvez pela expectativa que eu já estava. Mesmo assim o filme é imperdível. Tem uma cena de perseguição que fica pra história Os efeitos especiais são de primeira linha e o filme muito bem dirigido.

No final acontece um diálogo entre Neo e o Arquiteto, que é de vital importância para o entendimento do filme, mas é meio complicada e fica difícil entender tudo assim de primeira. Chegando em casa eu pesquisei na Net e encontrei a tal conversa. Transcrevo-a aqui. Se você ainda não assistiu Matrix Reloaded. Pare por aqui! Não leia o texto abaixo Ah! Uma dica para quem ainda vai assistir: se você esperar o final dos créditos (que demora pacas) assiste a um trailer de Matrix Revolutions.

Lá vai a conversa:

O Arquiteto – Olá, Neo.

Neo ¿ Quem é você?

O Arquiteto ¿ Eu sou o Arquiteto. Eu criei a Matrix. Eu estava esperando por você. Você tem muitas perguntas, e embora o processo tenha alterado sua consciência, você permanece irrevogavelmente humano. Portanto, algumas das minhas respostas você vai entender, e algumas delas não. De forma concordante, enquanto sua primeira pergunta talvez seja a mais pertinente, você pode ou não perceber que ela é também irrelevante.

Neo ¿ Por que eu estou aqui?

O Arquiteto ¿ Sua vida é uma soma de um resíduo de uma equação desequilibrada inerente à programação da Matrix. Você é a eventualidade de uma anomalia, a qual, apesar de meus mais sinceros esforços, sou incapaz de eliminar do que é, de outra forma, uma harmonia de precisão matemática. Enquanto isto continua sendo uma aflição a ser aplicadamente evitada, ela não é inesperada, e dessa forma não está além de uma medida de controle. E foi isso que, inexoravelmente, trouxe você aqui.

Neo ¿ Você não respondeu a minha pergunta.

O Arquiteto – Correto. Interessante. Você foi mais rápido que os outros.

(As reações de outros Predestinados aparecem nos monitores: Outros? Que Outros? Quantos? Responda-me!)

O Arquiteto ¿ A Matrix é mais antiga do que você imagina. Eu prefiro começar a partir do surgimento de uma única anomalia integral até o surgimento da próxima, e neste caso, esta é a sexta versão.

(Novamente, as reações dos outros Predestinados aparecem nos monitores: Cinco versões? Três? Eu tenho sido enganado também. Isso é mentira!)

Neo ¿ Há apenas duas possíveis explicações: ou ninguém me contou, ou ninguém sabe nada.

O Arquiteto ¿ Certamente. Como você está indubitavelmente captando, a anomalia é sistemática, criando flutuações até mesmo nas equações mais simplistas.

(Novamente, as reações dos outros Predestinados aparecem nos monitores: Você não pode me controlar! Dane-se! Vou matar você! Você não pode me obrigar a fazer nada!)

Neo ¿ Escolha. O problema é escolha.

O Arquiteto ¿ A primeira Matrix que eu projetei era naturalmente perfeita, era uma obra de arte, sem defeitos, sublime. Um triunfo igualado somente por sua monumental falha. A inevitabilidade de sua perdição é evidente para mim agora como uma conseqüência da imperfeição inerente a cada ser humano. Dessa forma, eu a reprojetei baseada na história humana para refletir, com mais precisão, os variantes aspectos grotescos de sua natureza. No entanto, eu fui novamente frustrado pela falha. Desde então, comecei a entender que a resposta me iludiu porque ela requeria uma mente menor, ou talvez uma mente menos limitada pelos parâmetros da perfeição. Dessa forma, a resposta se colocou no caminho de outra, um programa intuitivo, inicialmente criado para investigar certos aspectos da psiquê humana. Se eu sou pai da Matrix, ela seria, sem dúvidas, sua mãe.

Neo ¿ O Oráculo.

O Arquiteto ¿ Por favor. Como eu estava dizendo, ela se colocou no caminho de uma solução, segundo a qual aproximadamente 99,9% de todas as pessoas testadas aceitaram o programa, desde que fosse dada a elas uma escolha, mesmo se elas estivessem cientes dessa escolha em um nível quase inconsciente. Enquanto essa resposta funcionou, ela era obviamente defeituosa em sua essência, criando, dessa forma, a contraditória anomalia sistemática, que, se não for verificada, pode ameaçar o sistema em si. Portanto, aqueles que recusaram o programa, enquanto uma minoria, se não forem verificados, podem constituir uma probabilidade agravante de desastre.

Neo ¿ Isto é sobre Zion.

O Arquiteto ¿ Você está aqui porque Zion está prestes a ser destruída. Cada um de seus habitantes exterminados, sua existência inteira erradicada.

Neo ¿ Mentira!

O Arquiteto ¿ A negação é a mais previsível das reações humanas. Mas, tenha certeza, esta será a sexta vez que destruímos Zion, e temos nos tornado excessivamente eficientes nisto.

O Arquiteto ¿ A função do Predestinado é agora retornar à Fonte, permitindo uma disseminação temporária do código que você carrega, reinserindo o programa principal. Depois disso, você terá que escolher 23 indivíduos da Matrix, 16 mulheres, 7 homens, para reconstruir Zion. A falha no cumprimento deste processo vai resultar em uma cataclismática queda do sistema, matando todos que estão conectados à Matrix, o que, aliado à exterminação de Zion, resultará finalmente na extinção de toda a raça humana.

Neo ¿ Você não vai deixar isso acontecer, você não pode. Você precisa dos humanos para sobreviver.

O Arquiteto ¿ Há níveis de sobrevivência que estamos preparados para aceitar. No entanto, a questão relevante é se você está ou não pronto para aceitar a responsabilidade pela morte de cada ser humano neste mundo

(O Arquiteto pressiona um botão em uma caneta e imagens de pessoas de toda a Matrix aparecem nos monitores.)

O Arquiteto ¿ É interessante ler suas reações. Seus cinco predecessores foram projetados baseados em uma predicação similar, uma afirmação contingente que foi feita para criar uma profunda ligação ao restante de sua espécie, facilitando a função do Predestinado. Enquanto os outros viveram isso de uma maneira comum, a sua experiência é muito mais específica. Amor.

(Imagens de Trinity lutando contra o Agente do sonho de Neo aparecem nos monitores)

Neo ¿ Trinity.

O Arquiteto ¿ A propósito, ela entrou na Matrix para salvá-lo ao custo da própria vida.

Neo ¿ Não!

O Arquiteto ¿ O que nos trás, enfim, ao momento da verdade, onde a falha fundamental é finalmente expressada e a anomalia revelada tanto como um início e um fim. Existem duas portas. A porta à sua direita leva à Fonte, e à salvação de Zion. A porta à sua esquerda leva de volta à Matrix, a ela, e ao final de sua espécie. Como você adequadamente colocou, o problema é escolha. Mas nós já sabemos o que você vai fazer, não sabemos? Eu já posso ver a reação em cadeia, os precursores químicos que sinalizam o princípio da emoção, projetada especificamente para sobrepujar lógica e razão. Uma emoção que já está lhe cegando da simples e óbvia verdade: ela vai morrer e não há nada que você possa fazer para impedir isto.

(Neo caminha em direção à porta a sua esquerda)

O Arquiteto ¿ Esperança, a ilusão humana quintessencial, simultanteamente a fonte de sua maior força, e sua maior fraqueza.

Neo ¿ Se eu fosse você, torceria para não nos encontrarmos novamente.

O Arquiteto ¿ Isto não acontecerá

Galvão com a Palavra

Imperdível. Isso é o mínimo que se pode dizer de Galvão com a Palavra, um espetáculo que mescla poesia e recursos áudio visuais com música de altíssima qualidade.
O poeta Luiz Galvão mostra que sua veia poética está acesa e sua língua, afiada como sempre. O show conta com a primorosa direção musical do guitarrista Peu Souza, filho de Galvão e com a Banda Uns Pingo da chuva, composta por Peu, L.F. e Candão, na guitarra, baixo e bateria, respectivamente, e ainda com o saxofonista André Borges, Leonardo Mendes no violão e Patrícia no backing Vocal. Vale ressaltar a participação de Emanuele Araújo, que após uma rápida passagem pelo Axé music, chega a cena alternativa de Salvador com sua voz afinada e uma marcante presença de palco.

O show de ontem teve a participação especial de Preta Gil, acompanhada de sua banda, e do impagável Jorge Mautner, que estava perfeito.

Aqui em Salvador haverá mais uma apresentação no dia 4 de junho, às 20:00h, no Teatro Jorge Amado (dessa vez com a participação de Moraes).

Amar-te

(Moraes e Galvão)

Eu prefiro rir

quando vejo o homem

sem resolver

morar, comer,

trabalho e lazer

Eu prefiro rir

quando vejo o homem sem resolver aqui

e quer ir a Marte

Eu prefiro amar-te

Sou mais:

A ciência vida,

o estudo homem

o ofício amar.

Esporte e ar

Filosofia, filosofar.

Navegar

nas águas do Pacífico,

Índico, Atlântico.

Por mais que me chamem de

romântico. Romântico!

Eu prefiro mil vezes a arte

Eu prefiro,

eu prefiro.

eu prefiro.

Eu prefiro amar-te

5/28/2003 11:23:03 PM

Deu no Popular

Para quem não conhece, o Popular é um jornal virtual do Terra, que dá notícias estranhas, bizarras e coisas do tipo: -Cavalos das carruagens de Viena usarão fraldas. ¿Homem se casa com 29 menores e reclama de condenação…

O Popular tem a clara intenção de utilizar o gosto pelo duvidoso, mas de vez em quando aparece alguma coisa interessante.

Hoje eu li uma notícia no mínimo curiosa: ESTUDANTE SE CASA COM ELA MESMA NA HOLANDA. Pensando sobre o assunto preparei uma lista com as vantagens e desvantagens desse solitário matrimônio:

Vantagens de casar consigo mesmo

· Não tem o risco de você perder dinheiro na separação.

· Ninguém rouba sua coberta a noite

· Você não precisa inventar desculpas esfarrapadas quando não quer transar.

· Não corre o risco de esquecer o aniversário do cônjuge

· Você tem certeza que não está sendo traído.

· Pode assistir TV até tarde na cama sem ninguém reclamar

· Pode ir pra onde quiser, chegar na hora que quiser e não vai ter que assistir a uma cena de ciúmes.

· O armário é só seu

· Ninguém vai reclamar que você aperta a pasta de dente no meio

· A seleção musical é sempre a sua.

· Sua sogra é a sua mãe.

· Seus cunhados os seus irmãos

· Você sempre decide para onde ir.

· Pode usar aquela roupa de baixo velhinha, furada e super confortável.

· Pode ¿pular o muro¿ de vez em quando que ninguém reclama.

Desvantagens nesse casamento

· O sexo no casamento é meio sem graça

· Não dá pra fazer surpresinhas pro seu amor

· Você nunca vai receber flores do seu marido (ou mulher) sem nenhuma razão especial

· Você já conhece todos os argumentos do seu cônjuge

· O papo é sempre um monólogo

· Não dá pra esquentar os pés no outro por baixo das cobertas.

· Não dá pra beijar

· Não dá pa abraçar

· Não dá pra rachar as contas

· Ninguém se preocupa com você

· Não dá pra fazer as pazes e namorar depois de uma briga daquelas

· Quando você tá triste não tem ninguém pra levantar seu astral.

· Ninguém nota seu novo corte de cabelo

· Você não recebe cartas de amor

· Não dá pa ouvir aquela música e pensar no seu amor

Plantando a placenta

Quando Júlia nasceu eu resolvi trazer a placenta dela para casa. Minha mãe entre enojada e incrédula duvidou que eu realmente fosse cumprir meu intento. Vocês não imaginam como é burocrático tirar uma placenta do hospital. Tive que assinar um termo de responsabilidade para Nando poder buscá-la no centro cirúrgico.

Chegando em casa a placenta ficou esperando, guardada no congelador, o dia certo para nós plantarmos ela. Quando Júlia completou uma semana, eu já tava mais recuperada a cesárea e pedi a meu marido para plantar um pé de Chacrona. Com a cova aberta, coloquei a massa disforme, ainda meio congelada dentro e plantamos em cima a mudinha. A Chacrona é um arbusto, originário da Amazônia que traz a luz na consciência. A plantinha representa a sabedoria e eu achei o significado perfeito para o momento.

Hoje, passeando com a minha pequena pelo jardim, resolvi fotografar o desenvolvimento da plantinha. Olhem que viçosa ela está.

*onde lê-se Charoninha, entenda-se CHACRONINHA.

5/26/2003 11:54:04 PM

O olho que tudo vê

Estou chegando do cinema, onde acabo de assistir à pré estréia de ¿O olho que tudo vê” (não prestei atenção no título original).

É uma produção canadense com atores desconhecidos (eu pelo menos não conhecia nenhum).

O filme é um thriller que mistura Bruxa de Blair e Big Brother. 5 jovens são selecionados para participar de um reallity show transmitido pela internet. Eles devem ficar em uma casa (cheia de câmeras), convivendo por um tempo grande. Se todos conseguirem ficar lá até o final do prazo, ganham 1 milhão de dólares. Com essa idéia central, e pouco dinheiro Mark Evans consegue segurar o clima de suspense durante as 2 horas do filme. Uma boa diversão para quem gosta do gênero. Meu marido detestou, eu achei legal.

5/21/2003 02:30:59 PM

Dá pra tirar o macaco?

Em propaganda costumamos dizer que o cliente tirou o macaco da peça que havíamos criado. A coisa acontece mais ou menos assim:

O atendimento entra na sala da criação e diz: -O cliente adorou. Mas ele achou que a cor do anúncio deveria ser amarela em vez de azul. Ah… o título e a fonte ele também pediu pra trocar. A foto ele achou muito chamativa e a marca ele quer que aumente…

Essa história de macaco vem de uma outra que conta que um roteirista chegou em Hollywood com o roteiro de um filme em baixo do braço, para tentar o sorte. O todo poderoso de um estúdio, após ler o material, chama o sujeito e lhe diz: – A idéia do filme é ótima, acho que podemos produzi-lo. Mas não dá pra tirar o macaco?

O filme em questão era King Kong.

Pois é, nas agências de propaganda aqui na Bahia, nós vivemos de tirar macacos e assassinar boas idéias.