2/29/2004 11:26:58 PM

mesmo detestando o carnaval com suas derivações musicais de gosto duvidoso, minha santa casa sucumbiu ao mais nefasto efeito desse bacanal Momesco:

A gripe

Já diria o artista plástico Calazans Neto que gripe não é doença, é desmoralização.

No domingo passado fomos almoçar na casa de uns amigos e meu digníssimo resolveu se juntar com os rapazes para “bater um baba”. No comecinho da noite, tirei a temperatura de Júlia e descobri que a pequena estava com febre. Busquei Nando no futebol e fomos pra casa cuidar de nossa filha… Quando fomos assistir ao Fantástico, banhados e com Jú, deviamente medicada, noto uma laranja arroxeada crescendo no tornozelo de Fernando.

Depois de muito latim convenci o cabeça-dura de irmos ao hospital dar uma olhada “naquilo”.

Na segunda-feira eu acordo em uma casa sem empregada, uma filha querendo brincar, um marido de perna engessada e uma barrigona enorme de 7 meses de gravidez! Depois de horas para ajeitar tudo, deixando a casa minimamente aceitável coloquei os dois no carro e fui pro sítio da União encontrar com os amigos (e o apoio que eu precisava).

Nando já dava sinais de começo de uma gripe, sentindo dor de cabeça e corpo mole, mas mesmo assim ele resistia galhardamente. Terça-feira a babá voltou mas em compensação meu marido já estava bem baqueadinho.

A quarta foi miserável pra ele, a gripe chegou chegando e o bichinho caiu de cama.

Na quinta eu começava a dar mostras de que a minha vez estava chegando… Passei o dia meio caidinha, mas mesmo assim consegui fazer as coisas básicas do day-by-day. De noite foi que o bicho pegou: sentia calor, depois um frio insuportável, dor de cabeça, dor de coluna, uma tosse de cachorro magro (daquelas que queima a garganta) e falta de ar – como diria a Gargamel, ninguem merece! Gente foi uma noite bizarra, eu pensei que ia morrer!

Na sexta-feira eu apelei mesmo! chamei minha mãe pra vir cuidar da gente. A babá de Júlia também caiu nos braços da gripe foi embora mais cedo, tirando sua folga no sábado.

Minha querida mamãezinha deu a maior força, comprou remedinhos, fez chá de limão com pitanga, passou Vichy Vaporub em mim (que nem a mãe da propaganda) e cuidou da netinha. Foi maravilhosa…

Hoje já estamos todos bem melhor. Entre mortos e feridos, nos salvamos todos.

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