3/31/2004 08:09:42 PM

Gentes, tou morrendo de rir!

Depois de um tempão sem ter notícias da “Dos Infernos”, hoje eu soube de novidades ótimas… Cês se lembram dela, né? Géris, aquela Big Brother paraibana insuportável que achava que sabia cantar… pois é: a moçoila largou o emprego pra participar do programa (contando com o ovo no cú da galinha), acontece que quando ela saiu do BBB ninguém fez nenhuma proposta pra ela. Nem pra ser cantora, nem apresentadora de programa infantil, nem porra nenhuma. Nem pra posar pelada ela foi convidada.

sabem o que a beócia fez? contratou um fotógrafo meia boca fez fotos pelada e publicou no seu site na internet.

aliás, eu até procurei o tal sítio, pra colocar uma fotinho aqui pra vocês, mas infelizmente não achei. Segundo o Terra e o UOL, as fotos estão bizarras e o site é a coisa mais brega do mundo.

Se alguém encontrar a URL, passa pra mim? please!

3/30/2004 12:13:34 PM

Clarinha:

Acho que você não entendeu muito bem o que eu disse e eu vou tentar ser mais clara (sem trocadilhos).

Eu acho (com CH) muito chata essa onda de ¿politicamente correto¿. As pessoas têm que viver se policiando com medo de que qualquer palavra ou idéia possa ofender alguém. E olha que eu nem estou falando das palavras mais pesadas, das que realmente são usadas nesse intuito ¿ aliás, eu li algumas delas no seu blog.

O que acontece com os judeus e os negros (que foram os citados na minha crítica ao filme), povos que sem sombra de dúvidas sofreram muito, é que acaba ficando (sem generalizar, é óbvio) um ranço de sentimento de perseguição. Vou te dar um exemplo: todos nós sabemos que a nossa colonização pelos negros se deu através da escravidão. Tribos africanas inteiras eram capturadas e trazidas em condições sub-humanas pra trabalhar nas terras do Brasil. Sabemos também que a miscigenação tem acontecido desde então. A raça brasileira, hoje é formada de uma linda mistura entre os negros escravos, os índios, os portugueses e os imigrantes de diversos países (entre eles, meus antepassados anarquistas italianos).

Como eu posso achar aceitável que exista uma cota para negros na universidade, se eu não consigo identificar o que seja um negro?! Existem algumas estatísticas sobre isso: dizem que 80 e tanto por cento dos presidiários tupiniquins e apenas 8 por cento dos universitários são negros. Agora pense bem, se colocarmos a Camila Pitanga na prisão, ela fará parte dessa estatística como sendo negra, já na universidade… Então dá pra notar que é impossível a gente conseguir definir quem integra a raça negra aqui. Uma vez ouve uma tentativa de padronização de raça. Ela foi feita por Hitler, para identificar os Judeus. Seu avô pode falar melhor que eu, no isso deu.

Eu penso que se o proceso seletivo para entrada na universidade é através de vestibular, que seja para todos, brancos, negros e pardos. A mudança deve ser feita anteriormente, na qualidade de ensino público. E isso, para todos, independente de cor, raça ou credo.

Você já ouviu falar nos veteranos de guerra que ficam com sentimentos persecutórios? Acho que é por ai. Muitas pessoas ao passarem por um trauma muito grande adquirem paranóias.

Quanto ao filme, eu penso que os judeus de hoje em dia, não devem ser responsabilizados pelas atitudes dos de 2000 anos atrás. Acho inclusive que se Jesus estivesse vivo hoje, seria morto pelos cristãos. Agora convenhamos: esse papo de não poder contar piadas étnicas, policiar o que se diz com medo de represálias, dá no saco!

Como você, no seu comentário, falou do seu avô, vou falar um pouco no meu. Meu avô foi um homem que lutou pela liberdade. Um homem que foi preso, torturado e exilado do país por causa disso. Um escritor que já foi considerado subversivo e teve seus livros queimados em praça pública, numa verdadeira fogueira de bruxas. Meu velho passou sua vida trabalhando para que as pessoas pudessem ser o que eram.

Eu penso como ele: não precisamos concordar com o que ninguém pensa, mas devemos respeitar o direito dessa pessoa de dizer o que quiser.

PS- Eu conto piadas e loira, de judeu e de português. Mesmo assim não me considero preconceituosa.

Vou terminar com uma trova de Estevão da Escuna, poeta popular do Mercado das Sete Portas, Bahia

“O mundo só vai prestar

para nele se viver

no dia em que a gente ver

um gato maltês casar

com uma alegre andorinha

saindo os dois a voar

o noivo e sua noivinha

Dom gato e dona Andorinha”


3/24/2004 10:15:34 AM


A paixão de Cristo

Ou

O evangelho segundo Mel Gibson

Sim, eu já fui assistir ao filme que está deixando os judeus de cabelos em pé. Por falar nos judeus, eu detesto essa onda de que tudo é preconceito. Acho um saco ter que medir as palavras por que se não alguém pode se achar ofendido. Desprezo as pessoas que procuram racismo em tudo que lhes acontece. Acho que chamar um negro de preto, não desmerece em nada a linda cor da sua cútis e penso que contar que foram os judeus que pediram a crucificação de Cristo, é apenas relatar como foi a história.

O filme é legal, as cenas de tortura são mostradas com crueza e realismo e isso às vezes é um pouco incômodo de se assistir. Quem leu o primeiro Operação Cavalo de Tróia, já tem alguma idéia de como Jesus sofreu e da sua enorme força e resignação.



um pouco incômodo de se assistir. Quem leu o primeiro Operação Cavalo de Tróia, já tem alguma idéia de como Jesus sofreu e da sua enorme força e resignação.

A atriz que faz o papel do diabo está magnífica. É sutil, andrógina e sua figura dá arrepios.

Eu encontrei alguns errinhos históricos na película, como o formato da coroa de espinhos e a crucificação pelas mãos ao invés dos punhos, mas nada que comprometa a qualidade do filme

Tem um cara que ajuda Jesus a carregar a cruz, em determinado momento do percurso, eu nunca tinha ouvido nada a esse respeito mas vou pesquisar.

Saí do cinema pensando:

– Será que se Jesus viesse hoje ao mundo eu o reconheceria como Filho do Homem?

– O que a humanidade faria com ele? Um cara pregando valores que hoje são desprezados pela maioria das pessoas certamente não seria bem tratado.

– Qual seria a posição dessa cacetada de igrejas evangélicas? Certamente estariam gritando que ele é o cão, e pedindo sua ¿crucificação¿, como os Judeus de 2000 anos atrás.

by the way por que diabos tanta tortura e sofrimnto sção chamados de A Paixão de Cristo?

E você, como se posiciona nessa história? Assista o filme e vamos conversar!

3/17/2004 12:17:55 PM

Agora que Júlia já sabe andar, ela está concentrando seus esforços em aprender a falar.

Eu até andava um pouco preocupada com isso. Sabem como é? Juju é tão competente na comunicação não verbal que eu achava que isso poderia atrasar sua fala. Mas agora ela está num intensivão, doidinha para falar.

Para facilitar o diálogo entre vocês e a pequena, estou lançando aqui, em primeira mão, o Primeiro Dicionário Juliês – Português, completo e revisado. Espero que gostem.

Mam (com entonação grave, e um toque gutural, parecendo o motor do carro do tio Macau) – sou eu mesma, a mamãe.

Babo – Papai (a genética é forte, Jujú já arrisca falar italiano)

Ácua – água (ou qualquer coisa que esteja dentro de um copo e ela queira provar. Aliás ela adora beber no copo)

Au – Cachorro. Na verdade qualquer animal. A gata é Au, galinha é Au, peixinho é Au, mas o Au preferido dela é Goddard.

Aú – assim com acento agudo no U, quer dizer gagau. Isso é mingau ou qualquer coisa servida na mamadeira. Quando ela acorda com fome no meio da noite, pede: Aúúú!

Aô – Alô. Essa palavra serve tanto para definir o aparelho telefônico, como para o ato de atendê-lo. Julinha é doida por um telefone. Às vezes ela se confunde um pouco: coloca o controle remoto na orelha e fala: Aô!

Cá, cá, cá, cá (abrindo e fechando as mãozinhas) – Essa foi a babá que ensinou. É uma música de Xuxa que fala de uns patinhos desaparecidos. Em alguns momentos fala-se assim: “a mamãe gritou quá, quá, quá, quá….”, e a bichinha imita: Cá, cá, cá, cá.

Táta – Kátia, a empregada aqui de casa.

Bem por enquanto é isso. A qualquer momento eu volto, em edição extraordinária, com as novas palavrinhas do Pisqüi.

Update o Dicionário completo e revisado não estava tão completo assim, eu tinha esquecido de:

Au (acompanhado do movimento de uma mãozinha para um lado e pro outro) – Tchau.

Isho- isso. Quando Jú quer alguma coisa, ela aponta e diz: -Isho.

3/1/2004 12:10:05 AM

bichinho de pelúcia

Meu pai chegou de viagem e trouxe vários presentes pra minha pequena. Entre eles teve um que me chamou atenção mais do que os outros.

Um babuino de pelúcia. alguem já viu uma coisa mais linda nesse mundo?



Pois é Babu é lindo, fofinho e agora mora no meu computador. Eu sou tutora da criança e faço valer os meus direitos de manter íntegra essa pequena coisinha fofa, até que Júlia possadar valor a ele.