2/28/2005 03:37:22 PM

diversão, pura e simples

Você quer ir ao cinema dar risada e assistir um filminho leve e descompromissado? Seus problemas acabaram: sexta-feira, ai entrar em cartaz, After the Sunset que foi traduzido como Ladrão de Diamantes. O filme tem no elenco Pierce Brosnan (que não vai ser o próximo 007) no papel de Max Burdette, Salma Hayek como Lola Burdette e Woody Harrelson faz o Agente do FBI atrás do Brosnan. Eu gostei!

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2/25/2005 09:51:54 PM

A Triste Vida dos Sem Papagaio



Tudo começou quando eu encontrei dois espécimes desse raro papagaio cubista, ao módico preço de um real e cinqüenta. Não agüentei e comprei os dois. Um deles foi morar em cunha com meu priminho Nicolau e o outro faz a alegria das crianças aqui de casa.

Meu pai tem um lôro de verdade, e Julinha que adora qualquer tipo de bicho, tem uma predileção especial por ele, que a detesta.

Agora Juju aprendeu um refrãozinho e quando quer abusar a irmã, mexe o corpo pra um lado e pro outro e começa a cantar:

-Nanda não tem papagaio, lá lá lá lalala.

Às vezes ela ta tristinha, chorosa e eu, pra levantar seu ânimo, pergunto:

-Filha, Nanda tem papagaio? Ela já abre o sorrisão pra responder: -NÃO!!!!

E aí vamos montar o MSP (movimento dos Sem Papagaio)?

2/23/2005 10:40:42 PM

Historinha

Era uma vez um vírus da gripe que todo ano gostava de passar carnaval em Salvador. Vestia seu abadá novo e vinha pra ca. Na festa Momesca era tanto beijo, suor, cervejas de boca em boca, drogas a rôdo, alimentação de má qualidade, sono quase nenhum, que os foliões deixavam seus organismos fraquinhos, preparados pra ele se instalar. E aí, na quarta-feira de cinzas ele ia pra Praia do Forte, Arembepe e várias outras paradas pegando mais gente. Quando a farra finalmente terminava e a cidade voltava ao seu normal, tava todo mundo gripado.

Este ano O vírus convidou um amiguinho pra conhecer a cidade do Axé com ele. Um cara importante que dizem estar na moda, já ouvi até falarem, que ele depois de pegar o David Beckham, virou metrossexual. O tal do retrovirus (que tá pensando em mudar seu nome pra metrovírus) veio de mala e cuia. Se fantasiou de mulher pra sair nas Muquiranas, foi fotografado, com um pano de lança-perfume na boca, agarrado com 3 piriguetes no circuito Barra-Ondina, pintou o corpo e seguiu Carlinhos Brown, puxando a Timbalada e dizem até que foi visto na pipoca do Chiclete. Esse cara não descansou um só segundo. Pegou homens, mulheres e crianças, enquanto Sr gripe gritava de lá: -já peguei 300, Retro se vangloriava lá na Castro Alves: – 2537, …38, …39, …40!

Passou a Farra e o vírus da gripe foi pra Arembepe dar um tempo na Aldeia Hippie, o Metro-vírus, aquele filho de uma puta, se refugiou aqui no Araçá Azul, de onde não arreda o pé. Pegou eu, Fernando e Fernanda de raspão e se insalou em Júlia e Antônio. Resultado: meus pequenos estão à 15 dias com diarreia!

A gente que não gosta de carnaval, não foi nenhum dia pra aquela confusão, acabou pagando o pato. Ninguém merece.

Mande esse vírus pro quinto dos infernos aqui!

2/23/2005 10:23:31 PM

Aluguel Materno

Hoje é quarta-feira da segunda semana de aula e Julinha está completamente bem adaptada, isto é: adora ir pra escola, brinca a manhã toda e não chorou nenhuma vez procurando por mim (será que ela é filha de chocadeira?). Eu por outro lado, tenho que passar a manhã lá, na portaria da escolinha, morta de sono, parecendo um zumbi. se eu tivesse saco, pelo menos me distrairia coçando-o. Hoje levei “as costuras” de uma bata que estou fazendo e pelo menos ocupei as mãos.

Ontem recebi o primeiro aviso por escrito da escola avisando que Ju havia sido mordida por um coleguinha na disputa de um brinquedo (eu achava que ela morderia antes de ser mordida, mas às vezes até eu me equivoco).

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Apideite esqueci de dizer que difícil é acordá-la de manhã. Júlia ainda não se adptou ao horário… Hoje mesmo enquanto o pai dengava ela bastante pra acorda-la, Juju falou: -ô papai, Eu qué mimí!

2/14/2005 12:29:21 PM

Primeiro dia

7:30 Fernando me chama e eu pulo da cama, atrasada; Tínhamos que estar na escolinha às 8. Dou uma de mamãe polvo e troco a fralda, calço os sapatinhos, visto a farda, preparo uma vitamina de banana, arrumo a lancheira, me visto e escovo os dentes na velocidade da luz. Enquanto isso Julinha se atirava na cama dizendo que não queria vestir a farda, ia ficar na casinha dela, não queria saber de escola nenhuma. Nessa hora cheguei a pensar que tinha perdido o doce que apostei ontem. Nando me ajudava penteando os cabelos dela e tratamos os dois de convencê-la a ir.

Saio correndo carregando, Júlia, mochila, lancheira, minha bolsa e o case da filmadora (of course). Vocês devem imaginar a cena…

Chegando na Monet a pequena adentra a escola puxando sua mochila de rodinhas: uma fofura. Na porta do G2 uma mãe neurótica estava plantada com os olhos marejados de lágrimas, enquanto eu, malabarísticamente, tentava entregar a menina à professora; a bagagem dela à assistente e filmar a chegada na sala de aula. Juju largou da minha mão e foi pro colo da pro Ína num segundo; pegou um brinquedo qualquer e ficou brincando distraída enquanto eu filmava uns instantes a mais e me juntava ao grupo de pais que estava alugado por ali, durante esse período de adaptação.

Daqui a pouco a mãe neurótica desgruda da porta e vem até onde eu estava, perguntando se duas semanas não é pouco tempo pra adaptar. É meus amigos, tem gente assim no mundo! Eu dei um sorriso amarelo e resmunguei qualquer coisa pra ela. De vez em quando ia até a sala e tirava uma foto. A MN (Mãe Neurótica) não arredava o pé de lá, enquanto seu filho era a única criança que chorava. Por quê seria?

Às 9:30 terminou o primeiro dia de adaptação. Minha filhota deu o sorriso mais delicioso do mundo quando me viu esperando por ela. Deu um beijo de tchau na pró, sorriu gentilmente pra todos os coleguinhas e se despediu com um ¿tchau galela¿. Chegando no carro, acho que ela se tocou que a farra tinha acabado e era hora de ficar em casa e começou a chorar copiosamente… ¿Quelo ecola¿ ¿quelo Galela¿. Eu tentava conforta-la, enquanto acomodava os milhões de tralhas no banco da frente. Se alguém passasse por ali naquele momento, com certeza acharia que eu espanco Júlia. A menina em vez de chorar pra ir pra escola, chorou pra não ir embora.



Já se adaptou?