2/14/2005 12:29:21 PM

Primeiro dia

7:30 Fernando me chama e eu pulo da cama, atrasada; Tínhamos que estar na escolinha às 8. Dou uma de mamãe polvo e troco a fralda, calço os sapatinhos, visto a farda, preparo uma vitamina de banana, arrumo a lancheira, me visto e escovo os dentes na velocidade da luz. Enquanto isso Julinha se atirava na cama dizendo que não queria vestir a farda, ia ficar na casinha dela, não queria saber de escola nenhuma. Nessa hora cheguei a pensar que tinha perdido o doce que apostei ontem. Nando me ajudava penteando os cabelos dela e tratamos os dois de convencê-la a ir.

Saio correndo carregando, Júlia, mochila, lancheira, minha bolsa e o case da filmadora (of course). Vocês devem imaginar a cena…

Chegando na Monet a pequena adentra a escola puxando sua mochila de rodinhas: uma fofura. Na porta do G2 uma mãe neurótica estava plantada com os olhos marejados de lágrimas, enquanto eu, malabarísticamente, tentava entregar a menina à professora; a bagagem dela à assistente e filmar a chegada na sala de aula. Juju largou da minha mão e foi pro colo da pro Ína num segundo; pegou um brinquedo qualquer e ficou brincando distraída enquanto eu filmava uns instantes a mais e me juntava ao grupo de pais que estava alugado por ali, durante esse período de adaptação.

Daqui a pouco a mãe neurótica desgruda da porta e vem até onde eu estava, perguntando se duas semanas não é pouco tempo pra adaptar. É meus amigos, tem gente assim no mundo! Eu dei um sorriso amarelo e resmunguei qualquer coisa pra ela. De vez em quando ia até a sala e tirava uma foto. A MN (Mãe Neurótica) não arredava o pé de lá, enquanto seu filho era a única criança que chorava. Por quê seria?

Às 9:30 terminou o primeiro dia de adaptação. Minha filhota deu o sorriso mais delicioso do mundo quando me viu esperando por ela. Deu um beijo de tchau na pró, sorriu gentilmente pra todos os coleguinhas e se despediu com um ¿tchau galela¿. Chegando no carro, acho que ela se tocou que a farra tinha acabado e era hora de ficar em casa e começou a chorar copiosamente… ¿Quelo ecola¿ ¿quelo Galela¿. Eu tentava conforta-la, enquanto acomodava os milhões de tralhas no banco da frente. Se alguém passasse por ali naquele momento, com certeza acharia que eu espanco Júlia. A menina em vez de chorar pra ir pra escola, chorou pra não ir embora.



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