Ligando para a OI

Nos Mudamos. Acho que ainda não falei aqui, mas vendemos o Sítio Araçá Azul, saímos de lá em junho do ano passado e passamos esse tempo (de junho até agora) numa casa em um condomínio na Estrada do Coco.

Finalmente, o apartamento que compramos com o dinheiro da venda, ficou pronto e fizemos a mudança: agora estamos de novo morando em Salvador, dessa vez num apartamento de 100m2, em vez de uma casa grande.

Ontem me enchi de paciência para resolver a mudança do telefone fixo e da Velox para o novo endereço: respirei fundo e liguei para a OI.

– OI eu sou a sua atendente virtual, fale pausadamente o número do DDD de sua cidade seguido pelo número do telefone para o qual deseja atendimento(eu odeio falar com máquina)

– Sete… um… (falo o número inteiro)

-Confirmando… o seu telefone é: 71 XXXX-XYYY ?

-Não.

-Repita pausadamente, por favor, o número do DDD de sua cidade seguido pelo número do telefone para o qual deseja atendimento

– 71 XXXX-XXXX

-Confirmando… o seu telefone é: 71 XXXX-XXXX ?

-Sim. Respondi me sentindo naquele foguete do Domingo no Parque, onde as crianças com um tapa-ouvido enorme diziam: SIMMMMMM e trocavam um Atari por uma chupeta usada.

-Vou transferir a ligação para o departamento responsável.

A ligação foi transeferida e depois de eu escutar por uns 2 minutos mais ou menos aquele lenga-lenga (sua ligação é muito importante para nós) da operadora, uma “feladaputa” qualquer do tal departamento tirou o telefone do gancho e continuou o animado bate papo em que se encontrava… dava pra eu ouvir mulheres conversando, enquanto eu inutilmente gritava: Alô, ALÔOOOOO….

Depois de mais 3 minutos disso, o telefone foi desligado na minha cara.

Como “Eu sou Brasileira e não desisto nunca” liguei de novo, e de novo, e de novo… até que na quinta vez, depois de ter dito meu telefone pausadamente com DDD e tudo, por pelo menos mais 8 vezes, expliquei que queria mudar o endereço do telefone.

Fui posta para esperar várias vezes e transferida 3 vezes de departamento até chegar numa atendente de verdade, thanks God. A mulher depois de perguntar mais uma vez o número do telefone para o qual eu estava solicitando o serviço e conferir todos os meus dados, me explica que eu tenho um débito na casa de nove reais e pouco e por isso não posso solicitar a mudança de endereço enquanto não pagar o que devo. Eu achei muito estranho ter uma dívida que não aparece na minha conta de telefone, nunca me foi cobrada e nem no site deles existe. Ela olha direitinho e descobre que eu tenho um crédito de cinqüenta e poucos reais com a OI. Ótimo, digo eu: repasse 9 e pouco desse crédito e quite a porra do débito, pra que eu possa fazer logo a mudança de endereço.

-Senhora eu não posso estar fazendo isso (é claro que ela ia me responder no odioso gerundês, né?) o débito é anterior ao crédito e ele estará sendo debitado em contas futuras. A senhora vai ter que estar pagando esse débito antes de estar ligando novamente para solicitar a transferência de endereço.

Me sentindo vencida e derrotada pela merda da burocracia, e por um sistema de atendimento ao cliente, escroto, que me deixava horas repetindo os mesmos dados e esperando ad eternum. entreguei os pontos: não iria deixar de resolver o problema por causa de nove reais. – Tá certo, eu pago essa merda. Mas como eu faço, já que eu nunca recebi essa conta e no site da OI ela não consta?

-Se a senhora me fornecer seu email eu estarei te passando conta agora, e a senhora poderá estar pagando em qualquer lotérica.

-Tem como depois de pagar a miséria da conta eu resolver isso numa loja de vocês em vez de pelo telefone?

-Não senhora. A senhora tem que estar ligando novamente.

Passei o endereço de email para ela e não, não recebi nenhuma porra de mensagem com o caralho da conta.

Nervosa eu? tente resolver qualquer problema com a OI, e você vai ver que eu sou um poço de calma. O pior de tudo é que vou ter que ligar de novo pra esses filhos da puta.

Tem um Rivotril aí?