Beiju e suco de mangaba

Pouco antes do São João, fui com Nando e alguns amigos até Alagoinhas para comprarmos laranjas-de-umbigo, na feira (pra quem não conhece, a laranja-de-umbigo é maior que a normal, doce que nem mel e super suculenta. Em uma das extremidades ela tem um umbiguinho que lhe dá o nome). Aproveitei a viagem para dar uma passeada e comprar coisinhas de feira de interior e voltei com 2 litros (acho ótimo o litro como medida) de mangabas madurinhas, 1 litro de tapioca pra fazer beiju, castanhas, feijão, farinha, beiju de côco entre outras delícias (só não deu tempo de comprar a goiabada cascão e o requeijão).

Voltando pra casa lavei e congelei as mangabas para fazer os sucos mais deliciosos do universo e guardei as outras compras. Passado o São João descongelei um punhadinho das frutinhas e fiz um suco.

-Mãe que suco é esse? Perguntou Júlia

-É mangaba, filha.

-Eu também quero suco de manga.

-Não é manga, é mangaba. Meu suco favorito.

-Posso provar?

Desde então tenho uma sócia nos sucos e nos beijus da noite. Chego em casa do trabalho e Juju corre pra tirar a vasilhinha do congelador:

– Já peguei as mangabas, mãe. É nosso suco preferido, né?

Infelizmente é difícil encontrá-las para vender aqui em Salvador e quando acabar essa leva, ficaremos as duas órfãs dessa nossa nova tradição. Ontem, Antônio que tinha torcido o nariz pra nós, resolveu provar e já decretou que também gosta e quer suco de mangaba, ou seja O fim está próximo.