Ponyo

Com dois anos de atraso, dia dois de julho,  finalmente Ponyo chega ao Brasil.

A animação do Studio Ghibli (sempre ele), feita à mão pelo genial Hayao Miyazaki, ficou pronta em 2008 e foi um estrondoso sucesso mundial. Aqui no Brasil somente agora vamos poder assistir à história da sereiazinha (na verdade a Princesa Peixinho Dourado) que queria virar humana e seu amiguinho Sosuke. Se você percebeu alguma ligação com Ariel, acertou, porém não em cheio. A história inspira-se no conto de Andersen ” A Pequena sereia” e tembém na lenda japonesa Urashima Taro.

Eu assisti à versão em japonês com legendas e posso garantir que o filme é lindíssimo. Cheios de emoção e imaginação, os desenhos são feitos em aquarela e são de tirar o fôlego. Então se me permitem uma dica, não deixem de levar as crianças para assistir.

Infelizmente a tradução para português não foi feita do japonês e sim da tradução para inglês, o que certamente nos fará perder um tanto de coisas, inclusive as músicas originais que são lindas.

Quer saber mais um pouco antes de assistir? Leia a excelente resenha de minha Transgênica amiga Lu Naomi.

Ah, já ia me esquecendo: aqui está o trailer…

Eu e as crianças, depois de vermos no cinema, vamos esperar sair “em vídeo” para termos o nosso DVD; Nossa filmoteca Ghibli está bombando. Já temos: Meu Vizinho Totoro, O Serviço de Entregas de Kiki, Porco Rosso, Princesa Mononoke, A Viagem Chihiro, Castelo Animado e o Reino dos Gatos (todos esses em português), além de Laputa, Nausicaä e Túmulo dos Vagalumes, em outras línguas.

Lendas Urbanas

Já tem vários anos que eu conheço a lenda urbana da Loira do Banheiro. Embora nos meus tempos de colégio pobre moça não costumasse assombrar os sanitários das escolas baianas, alguns amigos do sul traziam seus medos junto com as escovas de dentes nas mochilas de férias.

Com o passar do tempo e a crescente globalização, a finada loira ouviu o conselho de Caymmi (você já foi à Bahia, nêga?  Não? então vá), arranjou um bico nos W.C.s escolares de Salvador, e se mudou pra cá de mala e cuia, onde passou a assustar as crianças desacostumadas com tanta loirice.

Pra ser muito sincera, se eu pudesse escolher a assombração, eu decidiria pela Perna Cabeluda, de Recife. Muito mais bacana e assustadora, essa lenda nordestina de raiz é bem mais a nossa cara.

Essa semana Júlia  chegou da escola falando de sua nova preocupação. Num tom meio indeciso, não sabendo no que acreditar ela me perguntou se eu conhecia a tal Loira. Primeiro eu expliquei a ela que a criatura não existia: era uma lenda. contei que a prima mais velha dela, quando era menor teve muito medo dessa história e nós rimos juntas. Depois disso começamos a curtir uma com a outra:

-Cuidado com a Loira do Banheiro!

A brincadeira gerava risos, porém ontem à noite Júlia chegou no quarto meio chorosa, pedindo minha companhia no banheiro. Eu fui com ela mas para tentar cortar essa onda de medo, desconstruindo e desmoralizando a aparição, inventei um novo personagem:

A Mamãe do Banheiro

Por isso sempre que uma criança terminar de “castigar a louça”, basta puxar a descarga e chamar três vezes, bem alto: “Mamãe do Banehiro, Mamãe do Banheiro, Mamãe do banheiro” que a entidade aparece para limpar a bunda do infante. (Tá bom, na verdade basta gritar “Acabei”, que faz o mesmo efeito).