A Árvore de Natal

ÁrvoreEu adoro enfeitar a árvore de Natal e esse ano minha empolgação começou cedo. Em agosto encontrei um tutorial de corujas de pano e cooptei minha tia para me auxiliar a fabricá-las. Já falei um pouco das corujinhas aqui e não vou me repetir.

Chegando de viagem, agora no início de dezembro, arregacei as mangas e com o auxílio luxuoso da família montamos (e amarramos pro gato parar de derrubar) a nossa Corujárvore.

Além de uns bichinhos coloridos de madeira e das tão faladas avezinhas simbolizando toda a nossa família (cada um está representado por uma coruja), outros moradores se mudaram para a decoração de Natal e é deles que quero falar aqui.

enfeitesComeço com a estrela azul, simbolizando o céu, a estrela de Belém e o caminho que devemos percorrer para chegar a Jesus. A sereia, vinda de Barcelona, representa Yemanjá, a força das águas que lava a terra e os nossos sentimentos. Alex (Laranja Mecânica), lá do Poleiro de Cores, homenageia a literatura e o cinema (na verdade não é nada disso. Eu gosto dele e pronto). Os anjinho de palha e madeira vieram da Disney e me lembram de como é importante sonhar. Santo Antônio vem carregando o Menino Deus. As duas rosas de feltro mostram como é grande e suprema a natureza. O passarinho olhando pro enfeite do topo da árvore está no galho mais alto, pra nos lembrar que por mais alto que cheguemos sempre tem alguém acima, olhando por nós (ainda bem) e a coelhinha entrou só pra concretizar a profecia de que um dia Papai Noel e o Coelhinho da páscoa se encontrariam.

Assim fizemos uma árvore simples, bonita e cheia de significados (pra quem sabe ver).

Feliz Natal

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Tudo pra não ir à escola

Me sugeriram registrar essa história (na verdade um pequeno acontecimento cotidiano), e como eu costumo a seguir bons conselhos lá vai.

A escola dos meninos segue o calendário norte americano e, no final do ano, quando todos os amigos do prédio e da União estão de férias, eles continuam tendo aula. Hoje é o derradeiro dia antes do recesso e ontem foi o aniversário do professor de Tom.

Fui cantar parabéns e soube que no último dia de aula não teria nenhum assunto novo, nada de muito acadêmico pra nenhum dos dois filhotes. Deixei então que eles decidissem se queriam ou não ir para a escola hoje. Os dois em uníssono responderam que já estavam de férias e não iriam.

No carro começaram as brigas (quem tem mais de um filho sabe exatamente do que eu estou falando). Eu expliquei que se continuasse desse jeito, no dia seguinte os dois iriam para a escola porque em vez de ficarem os dois em casa se ofendendo, estariam separados cada um em sua sala. Como por milagre a paz voltou a reinar.

Chegando em casa me bateu um sono daqueles que os olhos fecham a revelia, parecia que eu tinha sido picada pela mosca tsé tsé. Deitei, e menos de 15 minutos depois, acordei sobressaltada com gritos dos dois brigando no meu quarto.

Avisei que tinham acabado de perder o privilégio de faltar ao último dia de aula, mandei saírem do meu quarto e adormeci novamente. Acordei mais algumas vezes com eles pedindo desculpas, dizendo que já estavam em harmonia, mas não me convenceram muito.

Capa Cartão

Aí eles resolveram apelar: trouxeram uma bandeja com banana amassadinha com mel, chocolate kitkat, uma caneca de nescau, um barquinho de papel cor de rosa e um cartão. Na hora não fotografei a cena (cérebro de gelatina, eu sei), mas registrei o cartão.

cartão