Seu Eduardo

A um mês postei aqui a história de Dudu, o gato, que chegou devagarinho em nossa vida e nos deixou a todos irremediavelmente encantados.

Depois de devidamente vacinado, vermifugado, castrado e diagnosticado com FIV, fiz uma campanha para encontrar um dono amoroso para ele. Nenhum interessado apareceu e eu, que não podia ficar com mais um gato em casa, trouxe o bichinho de volta pro Memorial, morta de medo dele fugir novamente, se machucar mais ou pegar alguma doença pior, se enfraquecer e não resistir.

Trouxe o bichano de mala e cuia: com caixa de areia, potinhos de ração, água e também um paninho pra ele dormir em cima. Quem sabe a sedução de uma boa vida o convencesse a sair da esbórnia? No dia seguinte quando chego no museu, com o coração aos pulos, abro a porta da área reservada aos funcionários e encontro Dudu deitadinho, numa boa. Ao me ver levantou, andou até a vasilha de ração e miou… -Me alimente.

Já tem um mês que nosso pretinho está de volta à Casa do Rio Vermelho. Parece que dessa vez ele abriu mão das farras e da vida desregrada e virou finalmente um gato de família. O cara está mais gordinho, com pelo brilhante e até um pouco gabola: só aceita carinho quando lhe dá na telha e anda pelo museu tirando onda. Ouvi dizer, pelos corredores, que ele não aceita mais a alcunha de Vidaloka, agora só responde se for chamado formalmente de seu Eduardo.

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