Queijo da Serra

Você já ouviu falar na Serra da Estrela¿ É onde encontramos as cadeias de montanhas mais altas de Portugal (continental, tá¿ esqueça os Açores). Devido a sua altitude, a localidade é o lugar mais frio da terrinha.

Esse lugar frio e bonito serve de pasto para as “Bordaleiras Serra da Estrela” ou “Churra Mondegueira”, espécie de ovelha considerada como a de melhor aptidão leiteira. Já viu onde eu quero chegar¿  Ultimamente, aqui nesse blog, tudo descamba para comida e hoje não vai ser diferente. Vamos ao que interessa.

O queijo Serra da Estrela (feito pelas tais ovelhas) remonta ao séc. XII é o mais antigo dos queijos portugueses, esteve presente em mesas reais e foi nomeado uma das 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal. Obviamente para os Celestino e os Amado, essa delícia tem lugar de honra no panteão das maravilhas culinárias.

ImagemCerta feita estava eu na Casa do Ribeiro, em São João de Rei, grávida, prestes a voltar ao Brasil e sem saber o que trazer de presente para D. Zélia, quando acendeu uma luzinha na minha cabeça. – Posso levar pra ela um queijo da Serra; prenda melhor não há.

Meu avô Celestino fez a encomenda e enquanto embalávamos a iguaria recebi veementes instruções de como proceder caso o laticínio fosse apreendido.

– Se pegarem teu queijo, você rapidamente destrói ele. Jogue no chão, pise em cima e deixe o pobrezinho completamente incomível, entendeu¿ As palavras não eram exatamente essas mas o sentido era.

Desembarquei no aeroporto de Salvador e além do enxoval para a bebê que morava na minha barriga, trazia na mala uma caixa de barquinhas*, um enorme pão-de-ló de Viana do Castelo (mandado por Natário, amigo dos velhos de toda a vida) e o famoso queijo.  Na hora de passar pela alfândega eu tremi nas bases. A luz verde se acendeu e pude passar sem ser incomodada. Ufa.

À noite, na Casa do Rio Vermelho, tivemos queijo da Serra no jantar.

*Faltou eu explicar o que é a Barquinha, mas isso é assunto para um outro post.

O caderno de receitas da Turma da Mônica.

Outro dia meu irmão me deu uma caixa de livros com várias publicações que ele considerou interessantes para Ju e Tom. Junto com a coleção, bem lá no fundo da caixa estava um caderno de receitas. Como a capa do caderninho era dos personagens da Turma da Mônica, acho que ele, numa vista rápida, pensou ser um livrinho infantil.

Abrindo o caderno me deparo com uma tocante dedicatória à minha avó Zélia e muitas (eu disse muitas) receitas escritas com letra caprichada. A maioria delas é de doces e salgados para festas (Tem de um tudo, desde clássicos para festinhas como cajuzinho e doce da uva, até uns acepipes que nunca ouvi falar. Você conhece um salgadinho chamado Boca de Lobo? E Rosas da Espanha, conhece?) Eu devo confessar que ainda não testei nenhuma receita,  mas achei o presente uma preciosidade.

Quero dividir uma receitinha com vocês. Quem fizer por favor me mande foto, tá?

Mãe Benta

Ingredientes:

6 ovos

350g de açucar fino
200g de fubá de arroz
150g de farinha de trigo
1 1/2 xic. de leite de côco
5 colheres de sopa de manteiga
Modo de fazer
Bata ligeiramente os ovos, junte o açucar batendo sempre, junte as farinhas e por último o leite de côco e a manteiga derretida. Asse em forno quente, em forma untada com farinha de trigo.

Não sei o tempo nem o ponto, mas não deve ser tão dificil assim de descobrir. Imagino que fique dourado por cima mas não acredito que o palito saia limpo. Quem testar, fotografe e me mande com comentários para que eu atualize aqui.

Bolinho de domingo

Sabe aquelas vontades que de vez em quando teimam em entrar na cabeça e de lá só saem depois de satisfeitas? Hoje eu tava no sofá, curtindo o final do domingo com a família, quando acendeu a luzinha do desejo… bolo integral de banana.

Levantei de um pulo, avisando: – Estou indo pra cozinha assar um bolinho. Júlia me seguiu oferecendo seu valoroso auxílio e juntas fizemos essa delícia que está na foto e que estamos comendo quente (sempre adorei bolo quente mas minha mãe dizia que dava dor de barriga e éramos forçados a esperar o dito cujo esfriar antes de atacar a iguaria, aqui em casa é liberado).

Quem quiser testar os dotes culinários, aproveite que é bem facinho e o resultado não decepciona.

Ingredientes:

3 bananas amassadas

3 ovos

1/2 xic. de óleo (usei de milho)

2/3 xic. de mel

2 xic. de farinha de trigo integral

1 colher de sopa de fermento

1 Colher de sopa de canela

Noz moscada (raspa um pouquinho ao seu gosto, se não quiser usar não tem problema)

Damasco seco picado (também opcional, eu tinha 3, em casa. Juju picou na tesoura e eles entraram na massa depois de batida, na hora de ir ao forno)

Modo de fazer:

Amasse a banana, misture na tigela da batedeira com os ovos e o óleo. quando estiver uniforme, adicione o mel, a farinha peneirada, a canela e a nós moscada. Bate tudo junto, coloca o fermento e bate mais um pouquinho.

O pulo-do-gato, que faz a gente comer gemendo é o recheio de açucar mascavo e nozes (não me pergunte se dá pra fazer com outra castanha, que eu nunca tentei). a receita dele é a seguinte:

1 colher de sopa de margarina

1/2 xic. de açucar mascavo

1 colher de sopa de farinha de trigo

1 pitada de sal

1/2 xic. de nozes picadas.

um pouquinho de mel pra dar consistência de cocada-puxa.

Coloque tudo numa panela e mexa até fazer uma calda grossa.

Despeje metade da massa do bolo numa forma untada e enfarinhada, coloque uma camada desse recheio, pique uma banana e jogue por cima e complete com a outra metade da massa.

No topo bote umas bananas pra enfeitar (eu usei a prata que é a que eu tenho em casa mas com banana d’água deve dar muito certo também) e leve no formo médio pré aquecido até o cheiro invadir a casa, faça o teste do palito, se sair limpo, já está no ponto.

Dá pra fazer também misturando as bananas com maçã sem casca, fica igualmente bom.

Imagem

Bolinho de Mijadra

Outros possiveis títulos para esse post:

-Cozinha Lavoisier.

-Raspas e restos me interessam

-Transformando um almocinho saudável em larica

ou ainda:

-merenda para comer enquanto escrevo no blog.

Tudo começou porque meu grupo de amigas (todas inteligentes, cultas e prendadas) estava falando das delícias da Mijadra. Eu, pra não passar por ignorante, googlei o termo e descobri se tratar de um arroz de lentilhas com cebolas douradas. Embora eu não seja muito fã das ditas lentilhas, resolvi usar um saquinho que estava querendo sair da validade por aqui e hoje arriscamos o prato, na hora do almoço. É uma delícia.

Agora a noite, cheguei de uma reunião e pensando no que iria comer assistindo a novela, resolvi usar os restos do almoço e mais uma cenoura murchinha que jazia no fundo da gaveta de verduras para fazer uma versão do meu tradicional e laricoso bolinho de arroz.

Fiz assim:

Coloquei numa vasilha o resto da mijadra e mais um ovo, farinha de trigo pra dar o ponto (melento mas não tão molengo), uma pitada de sal e a cenoura ralada no ralo fino. misturei bem e fritei no óleo quente. O resultado? Sucesso absoluto de público e crítica. Todos adoraram, o que significa que a lentilha não vai perder a validade.

What’s in a name? That which we call a rose By any other name would smell as sweet.

Sábado passei nos Sam’s Club para comprar umas coisinhas que estavam faltando para a festa de dia das Mães lá no núcleo. Eu adoro super-mercados e geralmente é um prazer passear entre as gôndolas olhando as promoções. Dessa vez  não dava tempo para grandes descobertas, Nando me esperava no carro e a pressa era necessária.

Bem no meio do corredor central, em uma das ilhas promocionais, meus olhos se encontraram com uma fôrma dilicone, para bolos, em formato de rosa. Foi amor à primeira vista: nunca tinha assado um bolo em fôrmas de silicone e confesso que tinha algum preconceito em relação a elas. Resolvi arriscar mesmo assim e trouxe a bichinha pra casa. Hoje fizemos nosso primeiro bolo beato (piada interna. Só entende quem namora). Embora as pontinhas tenham ficado queimadas crocantes, eu gostei do resultado.

E aí, aprovada?

Festival Internacional

Um dos eventos mais esperados durante o ano, na escola dos meus filhos é o “International Festival”. Muito mais que uma festa, é um projeto de estudo.

Cada série escolhe um país (o critério de escolha é simples: procura-se algum aluno estrangeiro ou que tenha morado  no país, ou em último caso, alguém que tenha feito uma viagem recente para lá).

Escolhido o tema, as crianças (e os pais, off course) partem para a pesquisa e os professores de sala, junto com os de artes, música e português, fazem trabalhos utilizando o país escolhido como inspiração.

Esse ano a sala de Tom ficou responsável pela Espanha e foi delicioso ver o trabalho das crianças… fizeram mapas e pintaram bandeiras, na aula de artes estudaram Salvador Dali e fizeram quadros imitando o estilo dele, fizeram tourinhos com bolas de encher e papel marchê, coletaram castanholas, fotos, e vários souvenirs para exporem na sala de aula .

A turma de Júlia teve uma tarefa mais difícil, ficaram responsáveis pela Austria. Meu pensamento quando soube da escolha foi: – Porra Austria? mas o que é que tem na Austria? Quando penso nesse país não me vem nada à cabeça.

Fui à uma reunião com a professora e questionei: -Vamos falar de quê: Hitler, Mozart? A professora argumentou que os Alpes austríacos são lindos, e eu pontuei que realmente são, mas quando se fala em Alpes, todo mundo lembra logo da Suíça. Você consegue alguma imagem mental forte da Áustria? Pois é, nem eu.

Finalmente ficou acertado que a barraca do primeiro ano seria como um teatro (alusão à Ópera de Viena) com cortinas vermelhas e vários fantoches ao fundo. Sim, na Áustria o teatro de bonecos é tradicional. A mesa de servir seria coberta em preto, com um “teclado” feito em papelão, representando Mozart (filho ilustre da terra), nas cortinas foram presos  pequenos violinos com fotografias das crianças. As comidas servidas seriam goulash, chucrute, salsichões com mostarda e como sobremesa teriamos torta de floresta negra e apfell strudell. Tá bom, eu sei que essas comidas são alemãs (menos o strudell que eu acabei de ver na wikipédia que tem origem realmente austríaca), mas a Alemanha é logo ali do lado e os dois países têm culinárias bem parecidas.

Na sala de Tom,  foi bem mais fácil, rolou uma paella e presunto Parma com torradas, além de uma sangria (sem álcool, é claro).

No dia do festival, pela manhã, as crianças ganharam passaportes e se dividiam, enquanto metade da turma “viajava” com uma das professoras para conhecer os outros países, a outra metade apresentava o seu país para os outros alunos da escola. Foi muito lindo e os meninos amaram.

À noite, as crianças se vestiram a caráter, cantaram e dançaram representando seus países e depois se deliciaram nas barracas conhecendo culinárias diferentes (esse ano os países representados foram: Brasil, Japão, França, Espanha, Áustria, Polinésia, Peru, Estados Unidos e Portugal.

Eu, como boa coruja que sou, filmei a apresentação da Espanha e da Áustria, vejam que coisa mais fofa:

Tom é o primeiro menininho da esquerda, vejam como ele dança lindo.

Juju tá um pouco mais difícil de ver mas é a menininha que está à direita do menino alto e que Às vezes fica escondida por ele… Austria tem também a Noviça Rebelde, né? Então a sala dela dançou e cantou “The sound of music”

Torta Delícia de Morango

Uma vez, meio por acaso, me bati com essa receita e resolvi testar em casa: acertei em cheio. Além de deliciosa, essa tortinha é super refrescante e facílima de fazer.

Ontem estava matutando uma sobremesa para levar para a festa de Natal da Família e lembrei dela… fui no Tudo Gostoso e graças a Deus, ela continuava por lá. sem nenhuma foto para mostrar a belezura que fica e com uns poucos comentários elogiosos.

Minha máquina não está grandes coisas mas quando a receita ficar pronta vou colocar uma fotinho aqui pra vocês verem.

Quem quiser se aventurar é só seguir o passo-a-passo:

Ingredientes:

Massa:

  • 1 ovo inteiro
  • 2 1/2 colheres de sopa de margarina
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 4 colheres de sopa de farinha de trigo

Creme:

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de leite de vaca (a mesma medida da lata do leite condensado)
  • 1 ovo inteiro
  • 1 colher de sopa de amido de milho (maizena)

Cobertura:

  • 1 caixa de morangos lavados
  • 1 caixa de gelatina sabor morango

Modo de Fazer:

Massa:

  1. Misture bem o ovo, a margarina e o açúcar
  2. Depois de bem misturado acrescente, aos poucos, a farinha até que fique uma massa homogênea
  3. Por último junte o fermento em pó
  4. Coloque em um refratário médio redondo e leve para assar em forno 180º graus por aproximadamente 15 a 20 minutos
  5. Não é necessário untar o refratário

Creme:

  1. Bata todos os ingredientes no liquidificador e leve ao fogo até engrossar no ponto de mingau ou creme

Cobertura:

  1. Prepare a gelatina
  2. Dissolva o pó em um copo de água quente e mexa até desmanchar bem
  3. Em seguida acrescente mais um copo de água gelada
  4. Leve à geladeira, mas não deixe endurecer
  5. Separe os morangos e se desejar corte-os ao meio

Modo de montar:

  1. massa
  2. creme (pode ser colocado sobre a massa ainda quente)
  3. morangos (arrume-os até preencher toda a superfície)
  4. gelatina
  5. Depois de montada leve a torta à geladeira e espere a gelatina endurecer
  6. Sirva a seguir

Obs: A torta deverá ser montada no próprio refratário.
Ela não desenforma