Bolinho de Mijadra

Outros possiveis títulos para esse post:

-Cozinha Lavoisier.

-Raspas e restos me interessam

-Transformando um almocinho saudável em larica

ou ainda:

-merenda para comer enquanto escrevo no blog.

Tudo começou porque meu grupo de amigas (todas inteligentes, cultas e prendadas) estava falando das delícias da Mijadra. Eu, pra não passar por ignorante, googlei o termo e descobri se tratar de um arroz de lentilhas com cebolas douradas. Embora eu não seja muito fã das ditas lentilhas, resolvi usar um saquinho que estava querendo sair da validade por aqui e hoje arriscamos o prato, na hora do almoço. É uma delícia.

Agora a noite, cheguei de uma reunião e pensando no que iria comer assistindo a novela, resolvi usar os restos do almoço e mais uma cenoura murchinha que jazia no fundo da gaveta de verduras para fazer uma versão do meu tradicional e laricoso bolinho de arroz.

Fiz assim:

Coloquei numa vasilha o resto da mijadra e mais um ovo, farinha de trigo pra dar o ponto (melento mas não tão molengo), uma pitada de sal e a cenoura ralada no ralo fino. misturei bem e fritei no óleo quente. O resultado? Sucesso absoluto de público e crítica. Todos adoraram, o que significa que a lentilha não vai perder a validade.

What’s in a name? That which we call a rose By any other name would smell as sweet.

Sábado passei nos Sam’s Club para comprar umas coisinhas que estavam faltando para a festa de dia das Mães lá no núcleo. Eu adoro super-mercados e geralmente é um prazer passear entre as gôndolas olhando as promoções. Dessa vez  não dava tempo para grandes descobertas, Nando me esperava no carro e a pressa era necessária.

Bem no meio do corredor central, em uma das ilhas promocionais, meus olhos se encontraram com uma fôrma dilicone, para bolos, em formato de rosa. Foi amor à primeira vista: nunca tinha assado um bolo em fôrmas de silicone e confesso que tinha algum preconceito em relação a elas. Resolvi arriscar mesmo assim e trouxe a bichinha pra casa. Hoje fizemos nosso primeiro bolo beato (piada interna. Só entende quem namora). Embora as pontinhas tenham ficado queimadas crocantes, eu gostei do resultado.

E aí, aprovada?

Festival Internacional

Um dos eventos mais esperados durante o ano, na escola dos meus filhos é o “International Festival”. Muito mais que uma festa, é um projeto de estudo.

Cada série escolhe um país (o critério de escolha é simples: procura-se algum aluno estrangeiro ou que tenha morado  no país, ou em último caso, alguém que tenha feito uma viagem recente para lá).

Escolhido o tema, as crianças (e os pais, off course) partem para a pesquisa e os professores de sala, junto com os de artes, música e português, fazem trabalhos utilizando o país escolhido como inspiração.

Esse ano a sala de Tom ficou responsável pela Espanha e foi delicioso ver o trabalho das crianças… fizeram mapas e pintaram bandeiras, na aula de artes estudaram Salvador Dali e fizeram quadros imitando o estilo dele, fizeram tourinhos com bolas de encher e papel marchê, coletaram castanholas, fotos, e vários souvenirs para exporem na sala de aula .

A turma de Júlia teve uma tarefa mais difícil, ficaram responsáveis pela Austria. Meu pensamento quando soube da escolha foi: – Porra Austria? mas o que é que tem na Austria? Quando penso nesse país não me vem nada à cabeça.

Fui à uma reunião com a professora e questionei: -Vamos falar de quê: Hitler, Mozart? A professora argumentou que os Alpes austríacos são lindos, e eu pontuei que realmente são, mas quando se fala em Alpes, todo mundo lembra logo da Suíça. Você consegue alguma imagem mental forte da Áustria? Pois é, nem eu.

Finalmente ficou acertado que a barraca do primeiro ano seria como um teatro (alusão à Ópera de Viena) com cortinas vermelhas e vários fantoches ao fundo. Sim, na Áustria o teatro de bonecos é tradicional. A mesa de servir seria coberta em preto, com um “teclado” feito em papelão, representando Mozart (filho ilustre da terra), nas cortinas foram presos  pequenos violinos com fotografias das crianças. As comidas servidas seriam goulash, chucrute, salsichões com mostarda e como sobremesa teriamos torta de floresta negra e apfell strudell. Tá bom, eu sei que essas comidas são alemãs (menos o strudell que eu acabei de ver na wikipédia que tem origem realmente austríaca), mas a Alemanha é logo ali do lado e os dois países têm culinárias bem parecidas.

Na sala de Tom,  foi bem mais fácil, rolou uma paella e presunto Parma com torradas, além de uma sangria (sem álcool, é claro).

No dia do festival, pela manhã, as crianças ganharam passaportes e se dividiam, enquanto metade da turma “viajava” com uma das professoras para conhecer os outros países, a outra metade apresentava o seu país para os outros alunos da escola. Foi muito lindo e os meninos amaram.

À noite, as crianças se vestiram a caráter, cantaram e dançaram representando seus países e depois se deliciaram nas barracas conhecendo culinárias diferentes (esse ano os países representados foram: Brasil, Japão, França, Espanha, Áustria, Polinésia, Peru, Estados Unidos e Portugal.

Eu, como boa coruja que sou, filmei a apresentação da Espanha e da Áustria, vejam que coisa mais fofa:

Tom é o primeiro menininho da esquerda, vejam como ele dança lindo.

Juju tá um pouco mais difícil de ver mas é a menininha que está à direita do menino alto e que Às vezes fica escondida por ele… Austria tem também a Noviça Rebelde, né? Então a sala dela dançou e cantou “The sound of music”

Torta Delícia de Morango

Uma vez, meio por acaso, me bati com essa receita e resolvi testar em casa: acertei em cheio. Além de deliciosa, essa tortinha é super refrescante e facílima de fazer.

Ontem estava matutando uma sobremesa para levar para a festa de Natal da Família e lembrei dela… fui no Tudo Gostoso e graças a Deus, ela continuava por lá. sem nenhuma foto para mostrar a belezura que fica e com uns poucos comentários elogiosos.

Minha máquina não está grandes coisas mas quando a receita ficar pronta vou colocar uma fotinho aqui pra vocês verem.

Quem quiser se aventurar é só seguir o passo-a-passo:

Ingredientes:

Massa:

  • 1 ovo inteiro
  • 2 1/2 colheres de sopa de margarina
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 4 colheres de sopa de farinha de trigo

Creme:

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de leite de vaca (a mesma medida da lata do leite condensado)
  • 1 ovo inteiro
  • 1 colher de sopa de amido de milho (maizena)

Cobertura:

  • 1 caixa de morangos lavados
  • 1 caixa de gelatina sabor morango

Modo de Fazer:

Massa:

  1. Misture bem o ovo, a margarina e o açúcar
  2. Depois de bem misturado acrescente, aos poucos, a farinha até que fique uma massa homogênea
  3. Por último junte o fermento em pó
  4. Coloque em um refratário médio redondo e leve para assar em forno 180º graus por aproximadamente 15 a 20 minutos
  5. Não é necessário untar o refratário

Creme:

  1. Bata todos os ingredientes no liquidificador e leve ao fogo até engrossar no ponto de mingau ou creme

Cobertura:

  1. Prepare a gelatina
  2. Dissolva o pó em um copo de água quente e mexa até desmanchar bem
  3. Em seguida acrescente mais um copo de água gelada
  4. Leve à geladeira, mas não deixe endurecer
  5. Separe os morangos e se desejar corte-os ao meio

Modo de montar:

  1. massa
  2. creme (pode ser colocado sobre a massa ainda quente)
  3. morangos (arrume-os até preencher toda a superfície)
  4. gelatina
  5. Depois de montada leve a torta à geladeira e espere a gelatina endurecer
  6. Sirva a seguir

Obs: A torta deverá ser montada no próprio refratário.
Ela não desenforma

Inventando arte para alimentar crianças

Se tem uma coisa que meus filhos não puxaram a mim (nem pelo lado dos Celestinos e muito menos nos Amados) é na gula. Eu venho de uma família boa de boca que sempre gostou de mesa farta e comilanças. Minha mãe até hoje se gaba de nunca ter precisado mandar um filho comer tudo, lá em casa o discurso era sempre o contrário: – Menino, pára de comer! Vocês vão estourar…

Ju e Tom sairam mais ao meu marido: magrinhos, elegantes e meio chatos para comidas. Eu não sou muito de me preocupar com isso mas de vez em quando procuro soluções para incrementar nossa mesa fugindo do básico arroz com feijão, banana e bife, que é o prato preferido de Nando e de Tom.

Hoje, olhando o arquivo das Rainhas do Lar (adoro) encontrei essa idéia divertida.

Salsicha Cabeluda (ou Hot Macarrão ou ainda Macarrão Dog)

Quando a gente vê o prato pronto se pergunta como é que o macarrão foi parar alí, né?

Fácil, fácil, já que o macarrão durinho fura a salsicha sem nenhuma dificuldade.

Vou fazer pras crianças com um molhinho básico de tomate com manjericão (Antônio vai reclamar das folhinhas e me fazer catar uma por uma mas o resultado final vai valer a pena, tenho certeza.

E você, também se animou para testar essa receita bacana?

Acho que no dia que fizer vou pedir pros meninos me ajudarem a furar as salsichas (quando eles participam do processo de feitura do prato, eles geralmente comem melhor)


Mistura para pão integral Dona Benta

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Ano passado, num impulso hedonista de compra, me presenteei com uma máquina de pão. Fiz algumas receitas do livrinho que vem junto com ela e outras que peguei numa comunidade do orkut e em alguns blogs.

Ainda não encontrei consegui fazer nenhum pão maravilhoso. Pra ser bem sincera a impressão que eu tenho é que todos os pães feitos na máquina ficam gostosinhos na hora que terminam de assar e ainda estão quentinhos e depois viram uma massaroca dura e chicletenta que fica rolando dias na geladeira sem ninguém se aventurar a comê-los.

Na semana que passou, fui num mercadinho comprar algumas coisas que estavam faltando em casa e encontrei o novo lançamento da Dona Benta: uma mistura para pão integral que comprei para experimentar.

Hoje, me dispus a fazer o teste. Comprei um fermento novo (isso é uma dica importante, porque percebi que o pão cresce muito melhor quando o fermento é novinho e pelo preço que custa não vale a pena reaproveitar), peguei a máquina em cima da geladeira e estou aqui dando uma de padeira.

Como é a primeira vez que uso a mistura pronta, resolvi não inovar e parti para a receita mais simples (exatamente como manda o saquinho).

Uma coisa que eu achava que a máquina não fazia muito bem era deixar o pão crescer até a massa duplicar de tamanho e por isso resovi dividir o ciclo da massa em 2.

Primeiro coloquei para bater e sovar bem direitinho (ciclo massa)… aí quando estiver bem uniforme e a massa dobrar o tamanho vou colocar só no ciclo assar.

Depois conto aqui se minhas cobaias minha família aprovou.

Update: fui lá dar uma olhada e a massa está grandona de bem fofinha ( já ta quase batendo na tampa)

Ratatouille

Tenho andando meio calada por aqui, é verdade. É que minha conexão não tá grandes coisas, eu tenho ficado muito pouco no computador e estou lendo um livro delicioso (todo tempinho livre que acho, corro para os braços de Marco Polo, o herói do tal livro).

hoje, olhando na geladeira o que tem disponível para o almoço, encontrei uma abobrinha e uma berinjela, ambas começando a ficar “xoxinhas”, e vim até o Trapos procurar uma receita de Ratatouille que coloquei aqui a algum tempo, numa tentativa de fazer os filhotes comerem mais legumes.

Não encontrei o post e como é um prato facílimo de fazer e delicioso (na verdade só consegui fazer as crianças provarem, com o argumento que era a comida do ratinho do filme homônimo, mas não consegui que eles amassem a culinária provençal… tudo a seu tempo) vou colocar a receita aqui: asim eu acho mais fácil e fica a dica para quem quer cozinhar um prato facinho de delicioso, com berinjela, abobrinha e tomates.

Ratatouille

Ingredientes
1 abobrinha cortada em rodelas finas
1 berinjela cortada em rodelas finas
2 tomates cortados em rodelas finas
Sal
Pimenta
Azeite de oliva

Para o molho
5 tomates sem pele e sem sementes
1 dente de alho picado
1/2 cebola picada
Alecrim
Manjericão
Tomilho
Sal
Pimenta
Azeite de oliva

Modo de Preparo

Faça o Molho
Em uma panela, aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho. Acrescente os tomates e deixe refogar por 5 minutos. Acrescente o sal, a pimenta e as ervas aromáticas picadas.
Leve tudo ao processador até formar um creme.

Monte a Ratatouille
Coloque em um refratário uma camada do molho de tomate. Monte, alternadamente, rodelas de tomate, berinjela e abobrinha. Tempere com sal e pimenta. Regue com azeite. Cubra com papel manteiga do tamanho do refratário, formando uma tampa. Leve ao forno a 200°C por aproximadamente 40 minutos ou até os legumes ficarem macios.

A receita eu peguei aqui

Bolo Arco-Íris (Rainbow Cake)

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Ontem uma amiga querida mandou este endereço para mim.  Quando fui conferir me deparei com um lindo bolo colorido com todas as cores do arco-íris.

Achei idéia interessante, apetitosa e facilmente executável, por isso vou colocá-la aqui no Trapos, com uma livre adaptação da receita (o bolo que a moça gringa fez é diet). Se você preferir, compre uma massa de bolo pronta Só tome cuidado para que seja um bolo branco (ah se vc for usar a mistura de bolo, tente trocar o leite por creme de leite, leite de côco ou então soda limonada, vai fazer toda a diferença no sabor).

O segredo para sua receita ficar tão linda quanto a essas fotos aqui é usar corante gel em vez de líquido (segundo a moça que fez o bolo esse tipo de corante mantem a cor bem mais viva).

Vamos lá?

Ingredientes: (todos em temperatura ambiente)

3178974142_36b620b8a3200 g de manteiga

02 xícaras (chá) de açúcar refinado

04 ovos

03 xícaras (chá) de farinha de trigo

01 xícara (chá) de leite

02 colheres (chá) de fermento químico em pó

Corante em gel nas cores do arco-íris (violeta, anil, azul, verde, amarelo, alaranjado e vermelho)

Preparo:

3178973778_e0490f4c38Peneire a farinha junto com o fermento (isso é importante para garantir mais leveza ao seu bolo). Separe as claras das gemas.

Na tigela da batedeira coloque a manteiga, as gemas e o açúcar. Bata por uns 10 minutos até obter um creme clarinho. Despeje esse creme em uma tigela maior e vá alternando o leite e a farinha mexendo delicadamente com uma espátula até a massa ficar bem homogênea (não bata muito nessa estapa, apenas misture). Adicione as claras batidas em neve (ponto firme) fazendo movimentos circulares de baixo pra cima, envolvendo toda a clara na massa, girando a tigela.

Separe a massa igualmente em sete potinhos e em cada um deles coloque um dos corantes (Se você não conseguir as sete cores pode misturar os corantes para chegar lá ou então desencanar e fazer um arco-íris menos colorido. Lembre-se que violeta se faz com azul e vermelho, verde é uma mistura de azul e amarelo e basta colocar um pouco de vermelho no amarelo para se fazer um bonito alaranjado).

3178972250_e880ffc709Unte uma assadeira com manteiga e farinha (a moça do bolo original fez a receita dobrada e colocou em duas assadeiras mudando a ordem das cores) e comece a colocar as massas coloridas. Na primeira cor, use um pouco menos de massa do que nas outras. Use uma colher medidora e vá colocando as camadas no meio da assadeira formando círculos: um dentro do outro. A massa vai se espalhar na assadeira na medida que novas camadas vão sendo colocadas.

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Pré aqueça o forno a 220° C por 10 minutos. Coloque a assadeira e baixe a temperatura pra 180° C. Depois de uns 30 minutos verifique se o bolo já está pronto usando um palito. Se sair limpo então já está assado.

Na receita original tem uma cobertura branca e melenta como um chantilly. Eu imaginei fazer uma de pasta americana, mais lisinha e branquinha, escondendo a surpresa colorida.

Ah, eu ainda não testei essa receita, mas achei tão linda que vou dar uma ligada para minha tia Gina e convidar ela pra fazer essa delícia comigo. Se você por acaso se encorajar, por favor fotografe o bolo e mande as fotos para mim (as deste post são copiadas da receita original).

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Maniçoba

mandiocaQuem primeiro fez uso da mandioca foram os índios, que descobriram uma forma de eliminar o seu veneno mortal (ácido cianídrico) através do cozimento e utilizavam-na em diversas preparações.

Quando os portugueses aportaram por aqui, a maniva (folha da mandioca) cozida pelos índios ganhou o sabor do paio, do pé de porco, da costelinha e transformou-se em maniçoba.

No Recôncavo baiano esse prato feito com os restos de carne que não serviam à casa grande e com folhas das plantações de mandioca (lembrem que a região é conhecida por seus engenhos de farinha), virou alimento para os escravos.

Eu sou fã de carteirinha dessa rara comida e como hoje em dia é extremamente difícil vermos aqui em Salvador algum restaurante que sirva a iguaria, quando descubro um lugar que tem maniçoba, e ainda por cima bem preparada, com tempero no ponto certo, penso logo em compartilhar a dica com os amigos.maniva

O lugar que quero que vocês conheçam (pelo menos os soteropolitanos ou quem está de viagem por aqui) é A Venda. Um restaurantezinho com cara de boteco, responsável pela melhor maniçoba de Salvador. Simples e barato lá o bom atendimento é certo e é fácil encontrar mesas disponíveis quase sempre. Lá também tem uma carne de fumeiro deliciosa, mas eu sempre peço a maniçoba. É uma tradição. Na hora de pagar a conta, ainda somos brindados com um Nêgo Bom para adoçar a boca.

A Venda fica na Boca do Rio, na Avenida Otávio Mangabeira, em Frente ao Aeroclube, próximo à churrascaria Boi Preto e o restaurante Maria da Lenha. Ah, não esqueça de me convidar quando você for!

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