O primeiro Post de Natal do Ano ou como nasce uma Coruja

A ideia nasceu a pouco mais de um mês. Uma amiga me pediu pra procurar um tutorial de almofada de coruja e navegando pela internet encontrei umas corujinhas gordinhas, fofinhas e engraçadinhas e que além de tudo pareciam bem fáceis de fazer (para alguém que saiba costurar, off course, o que definitivamente não é o meu caso). Na hora que vi as bichinhas pensei em fazer a árvore de Natal da minha infância reloaded…
Tenho que voltar um pouco mais no tempo para explicar essa história: no início dos anos 70, minha tia (e madrinha) costurou vários animaizinhos de pano e com eles enfeitou a nossa árvore de Natal. Tinha girafas, elefantes, onças, leão, passarinho e vários outros bichos coloridos. Pra quem não sabe, minha mãe é veterinária e em minha casa todos adoram animais.
Essa decoração sui generis contava ainda com um presépio onde leão, girafa, jacaré, hipopótamo e rinoceronte seguiam os Reis Magos em visita a um menino Jesus de cabelos azuis, aliás esse presépio existe até hoje e todos os anos é armado na casa de minha mãe.
Quando casei, trouxe do Peru diversos “dedoches” de bichinhos feitos em crochê e montei nossa árvore com eles, ficou linda e bem original. Entretanto com o nascimento das crianças nossa decoração de Natal ficou mais tradicional e as famosas bolas coloridas e luzinhas pisca-pisca passaram a adornar a árvore em substituição aos poeirentos bichinhos.
Esse ano, a minha ideia é transformar a árvore de Natal num corujal colorido, onde cada uma das sujeitinhas represente um membro da família. Além das corujas pretendo usar somente as luzes e uns poucos enfeites que eu guardo com especial carinho (um anjinho de palha que veio da Disney e um de tecido que Juju ganhou quando era bebê e colocou-o na árvore de livre e espontânea vontade, uma sereia que eu trouxe de Barcelona , uma caixinha de metal que minha mãe deu pros meninos colocarem os pedidos pra Papai Noel e Nessie, o monstro de Loch Ness que meu pai trouxe da Escócia).
Por enquanto temos 15 avezinhas prontas, mas acredito que precisaremos adicionar pelo menos umas 20 novas para contemplar a família toda.
Ah o tutorial da corujinhas eu peguei daqui, ó… mudei os olhos de feltro para botões e continhas e não fiz esse pezinho redondo pois minha ideia é de pendurar as bichinhas. E aí alguém se anima¿

Bolinho de domingo

Sabe aquelas vontades que de vez em quando teimam em entrar na cabeça e de lá só saem depois de satisfeitas? Hoje eu tava no sofá, curtindo o final do domingo com a família, quando acendeu a luzinha do desejo… bolo integral de banana.

Levantei de um pulo, avisando: – Estou indo pra cozinha assar um bolinho. Júlia me seguiu oferecendo seu valoroso auxílio e juntas fizemos essa delícia que está na foto e que estamos comendo quente (sempre adorei bolo quente mas minha mãe dizia que dava dor de barriga e éramos forçados a esperar o dito cujo esfriar antes de atacar a iguaria, aqui em casa é liberado).

Quem quiser testar os dotes culinários, aproveite que é bem facinho e o resultado não decepciona.

Ingredientes:

3 bananas amassadas

3 ovos

1/2 xic. de óleo (usei de milho)

2/3 xic. de mel

2 xic. de farinha de trigo integral

1 colher de sopa de fermento

1 Colher de sopa de canela

Noz moscada (raspa um pouquinho ao seu gosto, se não quiser usar não tem problema)

Damasco seco picado (também opcional, eu tinha 3, em casa. Juju picou na tesoura e eles entraram na massa depois de batida, na hora de ir ao forno)

Modo de fazer:

Amasse a banana, misture na tigela da batedeira com os ovos e o óleo. quando estiver uniforme, adicione o mel, a farinha peneirada, a canela e a nós moscada. Bate tudo junto, coloca o fermento e bate mais um pouquinho.

O pulo-do-gato, que faz a gente comer gemendo é o recheio de açucar mascavo e nozes (não me pergunte se dá pra fazer com outra castanha, que eu nunca tentei). a receita dele é a seguinte:

1 colher de sopa de margarina

1/2 xic. de açucar mascavo

1 colher de sopa de farinha de trigo

1 pitada de sal

1/2 xic. de nozes picadas.

um pouquinho de mel pra dar consistência de cocada-puxa.

Coloque tudo numa panela e mexa até fazer uma calda grossa.

Despeje metade da massa do bolo numa forma untada e enfarinhada, coloque uma camada desse recheio, pique uma banana e jogue por cima e complete com a outra metade da massa.

No topo bote umas bananas pra enfeitar (eu usei a prata que é a que eu tenho em casa mas com banana d’água deve dar muito certo também) e leve no formo médio pré aquecido até o cheiro invadir a casa, faça o teste do palito, se sair limpo, já está no ponto.

Dá pra fazer também misturando as bananas com maçã sem casca, fica igualmente bom.

Imagem

Bolinho de Mijadra

Outros possiveis títulos para esse post:

-Cozinha Lavoisier.

-Raspas e restos me interessam

-Transformando um almocinho saudável em larica

ou ainda:

-merenda para comer enquanto escrevo no blog.

Tudo começou porque meu grupo de amigas (todas inteligentes, cultas e prendadas) estava falando das delícias da Mijadra. Eu, pra não passar por ignorante, googlei o termo e descobri se tratar de um arroz de lentilhas com cebolas douradas. Embora eu não seja muito fã das ditas lentilhas, resolvi usar um saquinho que estava querendo sair da validade por aqui e hoje arriscamos o prato, na hora do almoço. É uma delícia.

Agora a noite, cheguei de uma reunião e pensando no que iria comer assistindo a novela, resolvi usar os restos do almoço e mais uma cenoura murchinha que jazia no fundo da gaveta de verduras para fazer uma versão do meu tradicional e laricoso bolinho de arroz.

Fiz assim:

Coloquei numa vasilha o resto da mijadra e mais um ovo, farinha de trigo pra dar o ponto (melento mas não tão molengo), uma pitada de sal e a cenoura ralada no ralo fino. misturei bem e fritei no óleo quente. O resultado? Sucesso absoluto de público e crítica. Todos adoraram, o que significa que a lentilha não vai perder a validade.