Das coisas que eu amo

Esses dias postei no Face um meme sobre coisas que as pessoas sabem que eu amo… fiquei contente com as respostas dos amigos. Todos acertaram.
AMO gatos, livros, família (e meus Bururus em particular), minha avó Zélia, viajar, comida (maniçoba, caruru, sarapatel…), nosso tradicional fondue em família, jogar dicionário, minhas amigas do <3, Dinda Lu: minha irmã e comadre, Simone, Frida Khalo, pugs, corujas, a União, meu trabalho, filmes, fotos, música… resumindo eu amo amar e viver.
Faltaram, porém, coisas que nem todo mundo sabe o quanto eu amo e eu resolvi listar algumas delas aqui.
 
1. Tapetes Voadores – Meu sonho dourado é ter um e poder sair voando pela noite enquanto aprecio a lua e as estrelas… aliás, olhar as estrelas é outra coisa que eu amo.
2. Meias – Eu sou friorenta e sinto muito frio nos pés. Amo meias quentinhas e fofinhas, se forem de dedinho, amo mais ainda.
3. Banho de mar – Salgar o couro é essencial.
4. Banho de banheira – felicidade é deitar numa banheira de água morna e deixar o tempo passar até a água esfriar e os dedos enrugarem.

5. Banho de cachoeira – daqueles que lavam a alma e o corpo.
6. A Chapada Diamantina – É o lugar onde penso em morar um dia, eu e Nando.
7. Dar e receber presentes – é muito bom pensar em alguém e trazer um presente para a pessoa e é gostoso igual ser lembrada e acarinhada com um mimo.
8. Massagem – AMO
9. Chás (segundo meu pai são tisanas) – a melhor forma de tentar beber os 2,5l de água que o médico disse que preciso. Nem sempre consigo mas com o auxílio de meus chás fica mais fácil.
10. Papelaria – Sabem pinto no lixo? sou eu em papelarias e livrarias.
 
Vou ficar no dez embora essa lista seja gigantesca. É fácil ser feliz.

A Árvore de Natal

ÁrvoreEu adoro enfeitar a árvore de Natal e esse ano minha empolgação começou cedo. Em agosto encontrei um tutorial de corujas de pano e cooptei minha tia para me auxiliar a fabricá-las. Já falei um pouco das corujinhas aqui e não vou me repetir.

Chegando de viagem, agora no início de dezembro, arregacei as mangas e com o auxílio luxuoso da família montamos (e amarramos pro gato parar de derrubar) a nossa Corujárvore.

Além de uns bichinhos coloridos de madeira e das tão faladas avezinhas simbolizando toda a nossa família (cada um está representado por uma coruja), outros moradores se mudaram para a decoração de Natal e é deles que quero falar aqui.

enfeitesComeço com a estrela azul, simbolizando o céu, a estrela de Belém e o caminho que devemos percorrer para chegar a Jesus. A sereia, vinda de Barcelona, representa Yemanjá, a força das águas que lava a terra e os nossos sentimentos. Alex (Laranja Mecânica), lá do Poleiro de Cores, homenageia a literatura e o cinema (na verdade não é nada disso. Eu gosto dele e pronto). Os anjinho de palha e madeira vieram da Disney e me lembram de como é importante sonhar. Santo Antônio vem carregando o Menino Deus. As duas rosas de feltro mostram como é grande e suprema a natureza. O passarinho olhando pro enfeite do topo da árvore está no galho mais alto, pra nos lembrar que por mais alto que cheguemos sempre tem alguém acima, olhando por nós (ainda bem) e a coelhinha entrou só pra concretizar a profecia de que um dia Papai Noel e o Coelhinho da páscoa se encontrariam.

Assim fizemos uma árvore simples, bonita e cheia de significados (pra quem sabe ver).

Feliz Natal

Kikos Marinhos

No final dos anos 70 ou início dos 80 (sim amigos, eu estava lá) Salvador foi tomada por uma nova febre, assim como os iô-iôs da Coca-Cola, bambolês e patins.

A onda do momento era os “Kikos Marinhos”. Se você é mais novo que eu e não tem a menor idéia que é isso, eu explico: era uma kit que você comprava na banquinha de revista e vinha com dois envelopezinhos tipo ki-suco (um contendo ovos desidratados de um animalzinho marinho fantástico e outro com comidinha para alimentá-los) encartados num papelão grosso com desenhos de animaizinhos humanóides que garatiam ser os melhores pets jamais vistos.

Se vc não estava lá talvez também não saiba que naquele tempo não existia nada parecido com código de defesa do consumidor e o que era anunciado muitas vezes era bem diferente do que vc realmente levava pra casa. Assim eram os bichinhos… quer dizer os supostos bichinhos porque nem eu, e nem ninguém que eu conhecia, jamais viu nem a sombra deles. Depois de misturar o pozinho do envelope 1 com a água do copo, ficávamos durante dias, semanas olhando aquela água parada e esperando os humanóides rabudos eclodirem para vir brincar e fazer acrobacias como nos era prometido. O que acontecia é que geralmente minha mãe via a água ficar verde e mal cheirosa e deitava nossa experiência pela privada abaixo. Íamos novamente à barraquinha munidos de nossa mesada e reiniciávamos o processo.

Talvez você ache que éramos todos idiotas por acreditar em tal promessa, e continuarmos a gastar nossas economias em um brinquedo tão frustrante, sem ter nenhuma prova da existência real dos Kikos.  Mas éramos crédulos naqueles tempos pré internet e corria a boca pequena que a amiga da prima de uma vizinha tinha uns Kikos enormes que brincavam com ela e tudo. A prima da nossa amiga tinha visto e garantia. Certamente nós tínhamos feito alguma coisa errada. Isso não aconteceria da próxima vez (infelizmente a história se repetiu over and over, só mudando um pouco o final… uma vez eu derrubei o copo sem querer e chorei copiosamente sobre os cadaverezinhos invisíveis… daquela vez teria dado certo e eu estraguei tudo.)

Essa história facilmente ficaria esquecida em algum recôndito da minha memória, e lá esteve adormecida por todos esses anos. Esse mês, entretanto, numa viagem aos EUA, encontrei numa loja de briquedos a versão americana dos Kikos. “Sea Monkeys” é como chamam os bichinhos por lá. Não resisti e comprei o kit (não me chame de idiota. Talvez crédula demais ou ingênua, embora eu prefira acreditar que não perdi a fé na humanidade, nem deixei de confiar na sorte e apostar coisas que não compreendo).

Preparei as crianças para a provável decepção contando da minha experiência pregressa e ainda expliquei que caso nascesse alguma coisa daquela experiência a probabilidade de serem aqueles bichinhos fofinhos da caixa era quase nula.

Pegamos o aquariozinho que veio no kit (antigamente usávamos um copo qualquer), colocamos um anti-cloro (que na primeira versão não existia, ou pelo menos não lembro dele) e esperamos 24 horas pra a água ficar pronta.

No dia seguinte colocamos os ovinhos e mexemos a água.

Sabem o que é mais incrível? Nasceram uns bichinhos que a princípio pareciam pequenas virgulas transparentes em corpo 6, que movimentavam com desenvoltura pelo pequeno habitat.

A cada dia que passa (hoje faz uma semana que os ovos eclodiram) os bichinhos ficam maiores e o maior deles já tem o tamanho de uma unha. Eles parecem um cruzamento de barata do mar com pulga (ah eles tem um rabinho sim, mas daí a compará-los com macacos é uma puta licensa poética).

Posso ser sincera? Estou adorando meus Kikos Marinhos. Todos os dias quando chego do trabalho corro pra ver como eles estão, do mesmo jeito que Ju e Tom fazem quando chegam da escola. Chamo eles de meus nenéns e coloco na varanda pra pegarem uma luz mais intensa (eles não gostam de sol direto). Estou pensando até em colocar nomes para chamá-los individualmente (o problema é saber quem é quem). Voltei à infância e estou “lavando a jega”: Yes we can.

Aí é só botar um nome em francês…

Hoje encontrei esse videozinho fofo da Max Haus. É o tipo de comercial que faz a gente parar e pensar. Um minutinho pra sacar que nossa vida não é melhor e nem pior que a das outras pessoas.

Me lembrou uma frase que escutei esses dias (não lembro exatamente das palavras usadas mas o sentido era esse):   É bem mais glamourosa a vida das pessoas que não conhecemos direito.

E como uma coisa puxa outra, lembrei de um texto antiguinho de Martha Medeiros que diz tudo. Vou copiar o ele aqui para que quem não teve oportunidade de ler.

“Festa no outro apartamento

Anos atrás a cantora Marina compôs com o irmão dela, o poeta Antônio Cícero, uma música que dizia: “eu espero/acontecimentos/só que quando anoitece/é festa no outro apartamento”. Passei minha adolescência inteira com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar, porém eu não havia sido convidada.

Até aí, nada de novo. Não há um único ser humano que já não tenha se sentido deslocado e impedido de ser feliz como os outros são – ou aparentam ser. O problema está em como a gente reage a isso. A grande maioria que espera “acontecimentos” fica ligada demais na festa do vizinho, se perguntando: como fazer para ser percebido? A resposta deveria ser: percebendo-se a si mesmo. Mas é o contrário que acontece: a gente passa a se vestir como todo mundo, falar como todo mundo, pensar como todo mundo. Só então consegue passe livre: ok, agora você é um dos nossos, a casa é sua.

As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação tão infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias de jornal. As pessoas alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.

É preciso amadurecer para descobrir que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro não costumam ser revelados. Pra consumo externo, todos são belos, lúcidos, íntegros, perfeitos. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada/todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”. Fernando Pessoa sacando que nada é o que parece ser.

Sua solidão, sua busca por paz interior, seus poucos e leais amigos, seus livros, suas músicas, fantasias, de desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na sua biografia, e pode ser mais divertido que uma balada em algum lugar distante. Pegar carona na alegria dos outros é preguiça, e quase sempre é furada. Quer festa? Promova-a dentro do seu apartamento.”

Mulherzinha feelings

Se a um ano e meio alguém dissesse que um dia eu pintaria as unhas com cores pouco convencionais, eu chamaria de doido mas a verdade é que eu estou adorando a nova fase, as novas cores e as unhas bonitas e bem feitas. O que é de gosto, regala a vida!

No meio da semana passada eu olhei para o verde palmeira (que eu tinha comprado final do ano passado para misturar num branco fazer um “jade” genérico) e resolvi experimentar. Passei nas unhas, limpei o melhor que consegui e ficou bonitinho e até discreto. Cada vez eu gosto mais dos diversos tons de verde na minha unha.

Hoje acordei com as unhas “empalmeiradas” e a manicure já aqui em casa me esperando. Me preparei para fazer as unhas e o vidro verde foi me dando idéias. Se eu misturasse um pouquinho de preto nele, será que faria um verde musgo bonito, bem fechado?  Procurei na minha coleção e quem disse que eu tinha algum preto. Nada.

O tempo chuvoso pedia uma cor escura e sóbria e eu  peguei o Carmem e o Cacau para testar e escolher um, mas o verde palmeira gritava aos meus ouvidos: eu, eu, eu…
Resolvi então misturar no verde umas gotinhas do Cacau (era o marrom mais fechado que eu tinha). Mortinha de medo que a mistura não desse certo e que estragasse meu esmalte fofo, eu pinguei umas gotas. Coloquei mais um pouco do marrom e mexi bem mexidinho.

Quando coloquei na unha tcharan… quase caí pra trás com tanta lindeza. Um verde exército, fechado e chique apareceu. Mandei Si (minha manicure) mandar brasa e finalizar com o matte. Desde então não paro de olhar pras mãos, encantada.
Tou apaixonada por ele.

Unhas de Natal

Como eu já tinha falado na semana passada, eu estava procurando um vermelho arraso para colocar nas unhas, no Natal. Minha coleção de esmaltes, embora tenha crescido muito nas últimas semanas, ainda carecia da cor que eu tinha em mente. Anteontem, no mercado, um “Preguicinha” sorriu pra mim lá da estante e eu resolvi compra-lo. Pronto: achei a cor que eu estava buscando.

Esta semana estou com 2 mãos de preguicinha, uma de chama para deixá-lo menos rosa e mais vermelho, e uma de matte plus. escândalo total!

Unhas do Shrek

eu estava a um tempão sem pintar as unhas. Minha mão estava de dar vergonha, com unhas repolhentas, lascadas, roidas e com cutículas enormes, duras e ressecadas.

Aí rolou um papo sobre esmaltes, tendências e cores do verão e eu me animei a ir ao salão. Cheguei lá quase escondendo as mãos de vergonha e saí com um rosinha antigo bem discreto, só para deixar as unhas felizes e as bichinhas crescerem.

Um milagre aconteceu: minhas unhas que duram no máximo 2 dias com esmalte (isso se eu tirar a pontinha com acetona) ficaram inteiras por 4 quase 5 dias. Eu me animei e enfrentei a confusão das semanas que antecedem o natal indo ao centro da cidade, no único lugar que me disseram que eu acharia o esmalte matte plus da Big Universo. Passei por várias lojas de manicure e cabeleireiro e fiz a festa. Até encontrar o tal “fosqueante”, me deparei com as cores mais lindas e fashions do momento. Comprei bem uns 20 esmaltes novos. Desde verdes e rosas fluor até o über chique azul marinho.

Acontece que eu nunca tinha pintado as patinhas com cores fora do padrão (leia-se rosas claros, vermelhos e marrons) e

fiquei com medo de estranhar, mesmo assim me enchi de coragem e na quinta-feira coloquei um verde menta. Adorei o resultado: as unhas, que ainda estão pequenas mas pelo menos já estão menos tortas, ficaram joviais e alegres.

Fiz uma fotinho com a web cam para mostrar pras amigas (e pra vocês também). Reparem que minha camiseta combina com o esmalte. Nessa foto estou com o fortalecedor de unhas da Big, uma base qualquer, o esmalte Menta da Colorama e a cobertura extra brilho (aquela roxinha) da Avon.

Passei a sexta-feira e o final de semana verdinha e tchan, techan, tchan, tchan… as unhas não descascaram e o esmalte conseguiu chegar até hoje (domingo) a noite perfeito. Como eu pareço que tenho bicho carpinteiro no corpo resolvi dar uma incrementada e passei o matte plus (tá bom, eu confesso que tava doida pra experimentar ele). Não notem a bagunça no fundo da foto mas domingo à noite minha casa fica parecendo uma zona de batalha. Acho que não dá pra ver tão bem a diferença das cores pela foto mas garanto pra vocês: fica completamente diferente. Na mesa ao lado de uma piranha branca dá pra ver o matte plus).

Para o Natal estou pensando eu ficar um pouco mais tradicional e e colocar o Serenta. Será que combina com o Matte?