The Land of Painted Caves

painted-cavesSabe aquele livro que você estava esperando sair a um tempão? Pois é: foi lançado em 2011 e até hoje necas de tradução pra português. Eu esperei e até fui paciente mas até agora nem sinal da edição brasuca (e nem lusa), só me restou então uma opção: arregacei as mangas, baixei a versão digital em inglês, dei um longo suspiro e comecei a ler.

Meu inglês tá mais enferrujado que geladeira em beira de praia mas mesmo assim eu fui em frente e aos trancos e barrancos, apanhando um bocado,  já estou a pouco mais de ¼ do livro. Ontem pela madrugada estava lendo uma passagem onde a filha bebê da heroína estava sobre a relva, sendo cuidada por Wolf (o lobo de estimação), enquanto a mãe catava frutinhas, raízes e ervas para preparar o jantar.

wolverine

De repente, ao ouvir um rosnado baixo, Ayla vê que algo estava para atacar a neném.  Rapidamente ela sacou a sua funda e mandou uma pedrada na direção certa. Um Wolverine saiu correndo atordoado e ela mais que depressa sacou seu lançador de lanças (pleonasmo, eu sei) e matou o dito cujo.

spears

Eu estava numa cena da idade da pedra e chega um X Men pra aterrorizar minha história? faça-me o favor, Hugh Jackman! É claro que eu não fazia a mínima ideia de que existia algo, ou algum animal, que tivesse o mesmo nome do mutante. Fui pesquisar no São Google e descobri que o Carcaju, ou Glutão, é homônimo do personagem de Len Wein. Mas aí eu já estava contaminada pela imaginação e não deixou de ser engraçado ler e imaginar Ayla e Jondalar tirando o couro do X-man para fazer capuchos de inverno para a família.

Beleza?

Muita gente já me perguntou por que eu não inscrevo Júlia numa agência de modelos mirins e coloco para fazer propaganda. Bem, eu trabalho com publicidade, sei como funcionam essas coisas e principalmente acho que criança foi feita pra brincar e estudar. Trabalhar é coisa pra adulto.

Minha filha é linda e sem corujices tenho consciência disso. Acontece que além de linda, Juju é fofa, bacana, bondosa, inteligente… (tá. Aí tem um pouco de “Mamãe Coruja” falando, mas alguém tem coragem de contestar?) e são essas outras qualidades que eu reforço e quero que ela aprenda que são as mais importantes.

Hoje passeando pela internet dei de cara com isso aqui. Os norte americanos, campeões de mau gosto, acham o máximo essa estética e transformam alegres crianças em pantomimas bizarras de misses anãs. Deus me livre. Nos livre a todos dessa total falta de noção e senso crítico.

E aí cospe ou engole?

Eu até me considero uma pessoa de mente aberta, sem preconceitos bobos. Sou uma mulher moderna e tal. Mas aí quando eu acho que nada mais me deixa chocada, me aparece isto aqui*. Lembrei da campanha publicitária do Palio no ano 2000: Você precisa rever seus Conceitos e mentalmente respondo: no, thanks.

Como a memória é aquela velha doida que guarda trapos coloridos, voltei na minha infância e recordei imediatamente de um doce, tradicional nos almoços festivos da família Amado, que era um campeão: tanto por seu nome inusitado quanto por seu sabor. Estou falando do Creme do Homem: um manjar de côco com calda de chocolate, levinho e doce que derrete na boca.

Minha tia Paloma, assessora especial e luxuosíssima para assuntos culinários, está viajando e ainda não consegui falar com ela, mas prometo colocar a receita aqui. Se você quiser provar o Creme do Homem, que seja o nosso.

*Quando olhar o link do Rainhas do Lar, não deixe de ler os comentários. São de rolar de rir.