Uma questão de lógica

(coloquei este post hoje a tarde e não sei o que aconteceu mas ele sumiu. Ainda bem que tinha becape)

No carro, voltando da escola com as crianças, entramos numa conversa interessantíssima.

Ju: -Mãe, o anjos existem?

Eu: -Existem

Ju: -E o que é anjo?

Eu: -Anjos são os mensageiros de Deus.

Aí ela para, pensa um pouquinho e continua perguntando:

-E Deus fala com a gente diretamente, sem precisar de anjo também?

Eu: -Fala sim, filha. Já aconteceu de você pensar em fazer uma coisa e então uma vozinha na sua cabeça falar assim: “Não faça. Isso não vai dar certo, não é coisa boa…” ?

Ju: -Ah… isso já aconteceu comigo sim.

Eu: -Pois é: essa é a voz de Deus falando diretamente na sua consciência.

Tom que estava calado, só ouvindo a conversa, entrou de sola: -Eu nunca ouvi voz nenhuma na minha cabeça. Eu ouço é você dizendo: “-Tom, não faça isso… Tom não faça aquilo…” . Aí o sem vergonha olhou pra mim, abriu os braços e com um sorriso zombeteiro concluiu: Mãe, você é Deus!

Peça da Escola

você é convidado para a peça de fim de ano da escola do seu filho.

Como todo ano vc espera alguma representação tosquinha de principes e princesas, sereias ou algo que o valha, certo?

Cuidado: seu filho pode surpreender.

Os alunos dessa escolinha, por exemplo, buscaram referência em um clássico do cinema e preferiram representar Scarface.

Infelizmente não dá pra ver as caras perplexas dos pais, mas o silêncio sepulcral da platéia fala por sí.

Festival Internacional

Um dos eventos mais esperados durante o ano, na escola dos meus filhos é o “International Festival”. Muito mais que uma festa, é um projeto de estudo.

Cada série escolhe um país (o critério de escolha é simples: procura-se algum aluno estrangeiro ou que tenha morado  no país, ou em último caso, alguém que tenha feito uma viagem recente para lá).

Escolhido o tema, as crianças (e os pais, off course) partem para a pesquisa e os professores de sala, junto com os de artes, música e português, fazem trabalhos utilizando o país escolhido como inspiração.

Esse ano a sala de Tom ficou responsável pela Espanha e foi delicioso ver o trabalho das crianças… fizeram mapas e pintaram bandeiras, na aula de artes estudaram Salvador Dali e fizeram quadros imitando o estilo dele, fizeram tourinhos com bolas de encher e papel marchê, coletaram castanholas, fotos, e vários souvenirs para exporem na sala de aula .

A turma de Júlia teve uma tarefa mais difícil, ficaram responsáveis pela Austria. Meu pensamento quando soube da escolha foi: – Porra Austria? mas o que é que tem na Austria? Quando penso nesse país não me vem nada à cabeça.

Fui à uma reunião com a professora e questionei: -Vamos falar de quê: Hitler, Mozart? A professora argumentou que os Alpes austríacos são lindos, e eu pontuei que realmente são, mas quando se fala em Alpes, todo mundo lembra logo da Suíça. Você consegue alguma imagem mental forte da Áustria? Pois é, nem eu.

Finalmente ficou acertado que a barraca do primeiro ano seria como um teatro (alusão à Ópera de Viena) com cortinas vermelhas e vários fantoches ao fundo. Sim, na Áustria o teatro de bonecos é tradicional. A mesa de servir seria coberta em preto, com um “teclado” feito em papelão, representando Mozart (filho ilustre da terra), nas cortinas foram presos  pequenos violinos com fotografias das crianças. As comidas servidas seriam goulash, chucrute, salsichões com mostarda e como sobremesa teriamos torta de floresta negra e apfell strudell. Tá bom, eu sei que essas comidas são alemãs (menos o strudell que eu acabei de ver na wikipédia que tem origem realmente austríaca), mas a Alemanha é logo ali do lado e os dois países têm culinárias bem parecidas.

Na sala de Tom,  foi bem mais fácil, rolou uma paella e presunto Parma com torradas, além de uma sangria (sem álcool, é claro).

No dia do festival, pela manhã, as crianças ganharam passaportes e se dividiam, enquanto metade da turma “viajava” com uma das professoras para conhecer os outros países, a outra metade apresentava o seu país para os outros alunos da escola. Foi muito lindo e os meninos amaram.

À noite, as crianças se vestiram a caráter, cantaram e dançaram representando seus países e depois se deliciaram nas barracas conhecendo culinárias diferentes (esse ano os países representados foram: Brasil, Japão, França, Espanha, Áustria, Polinésia, Peru, Estados Unidos e Portugal.

Eu, como boa coruja que sou, filmei a apresentação da Espanha e da Áustria, vejam que coisa mais fofa:

Tom é o primeiro menininho da esquerda, vejam como ele dança lindo.

Juju tá um pouco mais difícil de ver mas é a menininha que está à direita do menino alto e que Às vezes fica escondida por ele… Austria tem também a Noviça Rebelde, né? Então a sala dela dançou e cantou “The sound of music”

Doze Lendas Brasileiras

j001Se você, assim como eu, adora histórias infantis, não vai perder esse disco.

Doze Lendas Brasileiras é a versão em áudio do grande sucesso infantil de Clarice Lispector, Como Nascem As Estrelas (1987). Você vai se deliciar com os causos do Saci Pererê, o nascimento das estrelas, as histórias de Pedro Mazarte e muito mais.

Doze Lendas conta com a narração de renomadas atrizes brasileiras que emprestam suas vozes em interpretações primorosas, emprestando graça, humor e dramaticidade às lendas.

O elenco é diversificado e abrangente. Tem Camila Pitanga, Odete Lara, Sílvia Buarque, Maria Padilha e Maria Zilda Bethlem, entre outras.
Veteranas como Heloísa Mafalda e Zilka Salaberry nos fazem voltar a ser crianças nos colos das avós. Como duvidar, por exemplo, da história do negrinho do pastoreio que era um escravo esperto e sua madrinha, Nossa Senhora, ajudava-o a encontrar coisas perdidas.

A maior surpresa do disco fica por conta de Mariana Valente, neta da autora, que com 13 anos de idade dá vida ao texto do índio Curupira, protetor dos animais.

 

Quer voltar a ser criança ou oferecer história de qualidade para seus filhos? É só clicar aqui para baixar o disco. 

Doze Lendas Brasileiras – Clarice Lispector

 

Como nasceram as estrelas – Rosita Thomas Lopes
Alvoroço de festa no céu – Duze Naccarati
O pássaro forte – Silvia Buarque
As aventuras de Malazarte – Camila Pitanga
A perigosa Yara – Luana Piovani
Uma festança na floresta – Heloísa Mafalda
Curupira, o danadinho – Mariana Valente
O negrinho do pastoreiro – Zilka Salaberry
Do que eu tenho medo – Maria Zilda Bethlem
A furta sem nome – Martha Overbeck
Como apareceram os bichos – Maria Padilha
Uma lenda verdadeira – Odete Lara

Beleza?

Muita gente já me perguntou por que eu não inscrevo Júlia numa agência de modelos mirins e coloco para fazer propaganda. Bem, eu trabalho com publicidade, sei como funcionam essas coisas e principalmente acho que criança foi feita pra brincar e estudar. Trabalhar é coisa pra adulto.

Minha filha é linda e sem corujices tenho consciência disso. Acontece que além de linda, Juju é fofa, bacana, bondosa, inteligente… (tá. Aí tem um pouco de “Mamãe Coruja” falando, mas alguém tem coragem de contestar?) e são essas outras qualidades que eu reforço e quero que ela aprenda que são as mais importantes.

Hoje passeando pela internet dei de cara com isso aqui. Os norte americanos, campeões de mau gosto, acham o máximo essa estética e transformam alegres crianças em pantomimas bizarras de misses anãs. Deus me livre. Nos livre a todos dessa total falta de noção e senso crítico.