Torta de Bruscheta ou salvando o jantar com uma comida Lavoisier

Tinha uma receita lá no Panelaterapia de uma torta de bruscheta que parecia gostosa e fácil de fazer e adaptar. Postei no face e uma amiga comentou, outra postou mais uma receita parecida e a conversa rendeu e foi me dando uma vontade de fazer a tal bruschetona.

Fui para cozinha assuntar o que tínhamos de recheio em casa e eu comecei a montar o prato…

Primeiro cortei 2 pães franceses (que aqui na Bahia são conhecidos como “pão cacetinho”)dormidos,  em pedaços grossos e arrumei num refratário.

Depois catei um bife que tinha sobrado na geladeira, duro como uma sola de sapato, e cortei em quadradinhos pequenos. Tinha um restico de nada de molho do bife que misturei com um pouco de Pomarola. Tirei dois tequinhos de frango da canja que tem pra a gente jantar, desfiei e juntei no molho. Piquei meio tomate sem semente e essa misturada toda joguei em cima das fatias de pão.

Encontrei um pedacinho de um queijo salgado artesanal na geladeira e piquei em cima do molho.

Na gaveta de legumes tinha uma abobrinha começando a murchar, eu, que não sou grande apreciadora da iguaria, resolvi usar um pedaço (só porque constava na receita oficial). Lavei bem lavadinha, tirei as sementes e ralei com casca e tudo em cima do pão com molho e queijo.

Achei uma única fatia de mortadela e cortei em listrinhas que salpiquei no prato.

Dos 3 ovos que a receita pedia na minha geladeira só tinha 1, usei-o bem batidinho… misturei com 150 ml de leite e uma colher generosa de requeijão cremoso (pra não abrir o creme de leite e tirar só uma colherada). Tinha um creme de cebola já aberto, dando sopa (com o perdão do trocadilho) que usei para temperar .

Joguei esse líquido por cima de tudo, cobri com mussarela (me recuso a escrever com cedilha, por mais que me digam que é a forma correta), coloquei um pouco de orégano e um fio de azeite e mandei pro forno pré-aquecido a 200 graus . ficou uns 40 minutos lá dentro e acaba de sair, lindo e cheiroso.

Não resisti e cortei ele ainda quentinho pra tirar uma fatia. Não é que o danado saiu gostoso?

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Cupcakes integrais

Primeiro minha amiga Nísia me passou um receita excelente de bolo integral sem ovos que ficou guardadinha no meu computador, aí apareceu em mim uma alergia esquisitíssima e meu corpo se encheu de feridinhas que coçavam mais que sarna. Precisei fazer umas mudanças na minha alimentação para alcalinizar o organismo e sarar mais rápido e cortei leite e derivados (menos o iogurte, de onde tenho tirado minha dose diária de proteína), carnes, cereais refinados e ovos.

Quem me conhece sabe que eu sou raceada com formiga e não dispenso um doce, por isso fui atrás da tal receita sem ovos e fiz algumas pequenas modificações para se adequar ao máximo à minha dieta. Fiz o primeiro bolo e pra minha surpresa todos da casa adoraram (isso é raro por aqui).

Primeiro bolo

 

imageDia desses precisei ir ao mercado e vi uma promoção que muito me interessou: na compra de dois pacotinhos de fermento Royal ganhava seis forminhas de silicone para fazer cupcakes. Levei um kit desses e da vez seguinte que fui para a cozinha além do bolo propriamente dito, separei um tantinho da massa e coloquei nas forminhas. Sucesso novmente; As crianças adoraram a novidade e eu também. Bolinhos individuais, fofinhos e macios que são ótimos, inclusive para serem levados para a escola como uma opção saudável de lanche.

Voltei ao mercado e antes que acabassem todos os kits, comprei mais 3, ou seja, tenho 8 pacotes de fermento transgênico (vocês já notaram que o fermento da Royal tem aquele maldito T?) e 24 lindas formas de silicone coloridas que são o tanto perfeito para a receita que eu tenho.

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Como o Caboclo Postadô não ia me deixar terminar este texto sem dividir essa receita com vocês, segue a dita cuja com as devidas mudanças que eu faço.. Podem testar em casa que eu garanto.

Cupcakes integrais (dá aproximadamente 24 bolinhos ou um bolo de bom tamanho)

ingredientes

2 xic. de açúcar mascavo
4 CS de manteiga (tentei mudar por óleo mas não ficou tão bom, essa é aa parte menos natureba do bolo)
4 xíc. de farinha de trigo integral (eu sempre troco uma pela mesma medida de farelo de aveia, ou ração humana ou algum outro farelo que eu tenha em casa)
2 xic. de leite (eu uso iogurte desnatado que eu faço em casa, ou então uma de iogurte e uma de soro de iogurte quando sobra do iogurte grego ou coalhada seca)
canela em pó a gosto
1 CS de bicarbonato de sódio (se não tiver reforce um pouco no fermento)
1 CS de fermento em pó

OBS.
Essa é a base. Se quiser bolo de maçã: descasque e corte 2 maçãs em cubinhos, bata o iogurte com as cascas no liqüidificador e com a massa pronta misture a maçã cortadinha antes de ir ao forno.
Se o bolo for de banana: amasse duas bananas prata bem madurinhas e misture na massa.
Dá pra adicionar ainda passas, ameixa, castanha de caju picadinha, semente de girassol, frutas cristalizadas… sua imaginação é o limite.
Modo de fazer
bata o açúcar e a manteiga até conseguir um creme esbranquiçado. Depois coloque metade do leite e da farinha e bata mais um pouco, coloque o resto do leite, da farinha e continue batendo.
adicione os ingredientes extras (castanhas, frutas…), a canela e continue batendo. no final coloque o bicarbonato e o fermento e bata um pouquinho, só pra misturar.

Ligue o forno em fogo médio, e enquanto a massa cresce um pouquinho unte e enfarinhe as forminhas.

Coloque a massa deixando um dedo de distância da borda e leve ao forno até o palito sair limpo.

a cobertura pode ser de ameixa: cozinhe a ameixa em um pouco de água até o caroço ficar soltinho, tire-o e bata no liquidificador com a água do cozimento e melaço de cana. Granola por cima e está pronto. (o de hoje eu cobri com geleia de amora homemade e coloquei uma amorinha em cima pra enfeitar)

É isso.

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Filhotes na Cozinha

Já perdeu até a graça falar que o Caboclo Postadô tá gordo, só me deixa falar de comida e etc… por isso vou pular essa parte e ir direto ao assunto.

Hoje a tarde resolvi ensinar as crianças a fazer bolo de caneca. Estava com saudades de gravar filminhos com eles e achei que seria uma ideia bonitinha (e ainda de lambuja me poupava de inventar ‘e fazer’ merenda). Peguei a câmera e gravei, primeiro Júlia e depois Tom, cada um do sei jeito, ensinando a receita, fazendo e comendo o resultado final. Depois fiz uma edição tosca no moviemaker e mandei pro youtube.

Juju que é chique e tem Blog próprio , postou seu vídeo. Tom ficou meio prejudicado e por isso não pude deixar de colocar aqui no Trapos, o filminho dele. Sei que a receita émanjada e todo mundo conhece, mas com um chef desses, quem não se encanta?

Iogurte Grego

Semana passada, provei o Iogurte Grego da Nestle e fiquei encantada. Além de ter uma consistência mega-máster-blaster cremosa, o bichinho é gostoso de verdade. Dei uma passada no facebook e compartilhei a dica.

Para minha surpresa, uma querida amiga me falou que faz iogurte grego em casa e dividiu a receita comigo. Outros amigos ficaram interessadíssimos na tal receita e pediram que eu mandasse para eles também.

Então aproveitando esse momento em que o Caboclo Postadô está gordo que só ele, e só me deixa escrever falando de comida, repasso pra vocês essa receita que é de utilidade pública.

Iogurte Grego

Primeiro passo

Coloque a quantidade de leite que quiser transformar em iogurte (geralmente eu uso 2 litros de leite desnatado, mas com o leite gordo fica ainda mais delicioso) em uma panela e dê uma aquecida de leve (que dê pra colocar o dedo sem queimar), eu geralmente falo que essa esquentadinha é pra fazer um clima pros bichinhos do iogurte namorarem e se reproduzirem.

Quando o leite estiver no ponto, misture com um potinho de iogurte natural (eu sempre uso o consistência firme, pois acho que o resultado fica mais durinho), cubra com um pano de prato limpo e coloque para passar a noite no forno (apagado, off course). No outro dia pela manhã vc já tem iogurte natural pronto.

Coloque na geladeira pra ficar bem geladinho (eu deixei de um dia pro outro).

Segundo passo

ImagemVocê vai precisar de um escorredor ou peneira grande, um pano com trama frouxa, tipo tecido de fralda, e uma tigela funda para aparar o soro.
Coloque o escorredor forrado com o pano sobre a tigela e despeje o iogurte.
Cubra então com uma tampa , una as pontas do pano dando nó  e deixe escorrer…
De vez em quando tire o soro  acumulado para evitar que enchendo a vasilha ele entre em contato com o iogurte no escorredor.
ImagemDepois de duas ou três horas verifique a consistência do iogurte, quanto mais tempo escorre mais firme ficará.
Conserve em geladeira e use puro ou misturado a geléias, caldas, frutas, doces, acompanhando tortas, ou mesmo pratos salgados.
Este iogurte serve de base para a coalhada síria, basta escorrer mais tempo (cerca de 7 ou 8 horas). Depois tempere com azeite de oliva e sal a gosto, use para acompanhar quibe, tabule,
charuto de repolho ou pratos árabes em geral.

Querida Isaura, grata pela receita, pelas fotos e principalmente pelo carinho. Quem tem amigos, tem tudo.

Queijo da Serra

Você já ouviu falar na Serra da Estrela¿ É onde encontramos as cadeias de montanhas mais altas de Portugal (continental, tá¿ esqueça os Açores). Devido a sua altitude, a localidade é o lugar mais frio da terrinha.

Esse lugar frio e bonito serve de pasto para as “Bordaleiras Serra da Estrela” ou “Churra Mondegueira”, espécie de ovelha considerada como a de melhor aptidão leiteira. Já viu onde eu quero chegar¿  Ultimamente, aqui nesse blog, tudo descamba para comida e hoje não vai ser diferente. Vamos ao que interessa.

O queijo Serra da Estrela (feito pelas tais ovelhas) remonta ao séc. XII é o mais antigo dos queijos portugueses, esteve presente em mesas reais e foi nomeado uma das 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal. Obviamente para os Celestino e os Amado, essa delícia tem lugar de honra no panteão das maravilhas culinárias.

ImagemCerta feita estava eu na Casa do Ribeiro, em São João de Rei, grávida, prestes a voltar ao Brasil e sem saber o que trazer de presente para D. Zélia, quando acendeu uma luzinha na minha cabeça. – Posso levar pra ela um queijo da Serra; prenda melhor não há.

Meu avô Celestino fez a encomenda e enquanto embalávamos a iguaria recebi veementes instruções de como proceder caso o laticínio fosse apreendido.

– Se pegarem teu queijo, você rapidamente destrói ele. Jogue no chão, pise em cima e deixe o pobrezinho completamente incomível, entendeu¿ As palavras não eram exatamente essas mas o sentido era.

Desembarquei no aeroporto de Salvador e além do enxoval para a bebê que morava na minha barriga, trazia na mala uma caixa de barquinhas*, um enorme pão-de-ló de Viana do Castelo (mandado por Natário, amigo dos velhos de toda a vida) e o famoso queijo.  Na hora de passar pela alfândega eu tremi nas bases. A luz verde se acendeu e pude passar sem ser incomodada. Ufa.

À noite, na Casa do Rio Vermelho, tivemos queijo da Serra no jantar.

*Faltou eu explicar o que é a Barquinha, mas isso é assunto para um outro post.

Bolinho de Mijadra

Outros possiveis títulos para esse post:

-Cozinha Lavoisier.

-Raspas e restos me interessam

-Transformando um almocinho saudável em larica

ou ainda:

-merenda para comer enquanto escrevo no blog.

Tudo começou porque meu grupo de amigas (todas inteligentes, cultas e prendadas) estava falando das delícias da Mijadra. Eu, pra não passar por ignorante, googlei o termo e descobri se tratar de um arroz de lentilhas com cebolas douradas. Embora eu não seja muito fã das ditas lentilhas, resolvi usar um saquinho que estava querendo sair da validade por aqui e hoje arriscamos o prato, na hora do almoço. É uma delícia.

Agora a noite, cheguei de uma reunião e pensando no que iria comer assistindo a novela, resolvi usar os restos do almoço e mais uma cenoura murchinha que jazia no fundo da gaveta de verduras para fazer uma versão do meu tradicional e laricoso bolinho de arroz.

Fiz assim:

Coloquei numa vasilha o resto da mijadra e mais um ovo, farinha de trigo pra dar o ponto (melento mas não tão molengo), uma pitada de sal e a cenoura ralada no ralo fino. misturei bem e fritei no óleo quente. O resultado? Sucesso absoluto de público e crítica. Todos adoraram, o que significa que a lentilha não vai perder a validade.

Torta Delícia de Morango

Uma vez, meio por acaso, me bati com essa receita e resolvi testar em casa: acertei em cheio. Além de deliciosa, essa tortinha é super refrescante e facílima de fazer.

Ontem estava matutando uma sobremesa para levar para a festa de Natal da Família e lembrei dela… fui no Tudo Gostoso e graças a Deus, ela continuava por lá. sem nenhuma foto para mostrar a belezura que fica e com uns poucos comentários elogiosos.

Minha máquina não está grandes coisas mas quando a receita ficar pronta vou colocar uma fotinho aqui pra vocês verem.

Quem quiser se aventurar é só seguir o passo-a-passo:

Ingredientes:

Massa:

  • 1 ovo inteiro
  • 2 1/2 colheres de sopa de margarina
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 4 colheres de sopa de farinha de trigo

Creme:

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 lata de leite de vaca (a mesma medida da lata do leite condensado)
  • 1 ovo inteiro
  • 1 colher de sopa de amido de milho (maizena)

Cobertura:

  • 1 caixa de morangos lavados
  • 1 caixa de gelatina sabor morango

Modo de Fazer:

Massa:

  1. Misture bem o ovo, a margarina e o açúcar
  2. Depois de bem misturado acrescente, aos poucos, a farinha até que fique uma massa homogênea
  3. Por último junte o fermento em pó
  4. Coloque em um refratário médio redondo e leve para assar em forno 180º graus por aproximadamente 15 a 20 minutos
  5. Não é necessário untar o refratário

Creme:

  1. Bata todos os ingredientes no liquidificador e leve ao fogo até engrossar no ponto de mingau ou creme

Cobertura:

  1. Prepare a gelatina
  2. Dissolva o pó em um copo de água quente e mexa até desmanchar bem
  3. Em seguida acrescente mais um copo de água gelada
  4. Leve à geladeira, mas não deixe endurecer
  5. Separe os morangos e se desejar corte-os ao meio

Modo de montar:

  1. massa
  2. creme (pode ser colocado sobre a massa ainda quente)
  3. morangos (arrume-os até preencher toda a superfície)
  4. gelatina
  5. Depois de montada leve a torta à geladeira e espere a gelatina endurecer
  6. Sirva a seguir

Obs: A torta deverá ser montada no próprio refratário.
Ela não desenforma