Pesquisa de opinião

Vocês sabem que na minha casa mora uma gatinha idosa (tem a mesma idade de Tom) chamada Frida. Sempre utilizamos para ela, na caixa de areia, aqueles cristais de sílica granulados, acontece que além dela, agora Dóris e Zélia também são moradoras da Maison Amado Moura e está meio caro para nós continuarmos utilizando a sílica. Por isso pergunto aos menus amigos gateiros: o que vocês usam na caixa de areia do seu gato?

Se puder responder essa pesquisa de opinião, eu agradeço.

https://pt.surveymonkey.com/r/2YH3ZLV

gato-caixa-de-areia

 

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Bolo de Coração

É verdade que o Caboclo Postadô anda monotemático, o sujeito não tem deixado eu escrever a respeito de nenhum assunto que não seja comida. Eu penso em falar de outro assunto e quem disse que sai¿ Nem com reza braba.

A postagem mais vista e comentada de todos os tempos aqui no Trapos é a que eu falo do Bolo Arco-Íris (uma prova que comida sempre deu ibope por essas bandas), então quando em minhas navegações virtuais eu encontrei  esse bolo de coração, fiquei  doidinha pra dividir com vocês. Aqui vai ele.

Quero lembrar que a ideia não é minha e as fotos também  não são minhas. Peguei aqui ó:

Como de costume faço uma livre adaptação da receita mas vcs já sabem que até massa de bolo pronto serve (desde que seja branquinho).

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Imaginem a surpresa de cortar um bolo branquinho  e encontrar um coração encarnado dentro dele¿ lindo demais, né¿

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Vamos lá¿

Pra começar use 4 formas redondas de 25 cm e faça 4 receitas de bolo branco.

Eu gosto desta receita aqui:

Ingredientes (todos em temperatura ambiente)

200 g de manteiga

02 xícaras (chá) de açúcar refinado

04 ovos

03 xícaras (chá) de farinha de trigo

01 xícara (chá) de leite

02 colheres (chá) de fermento químico em pó

Modo de preparo:

Peneire a farinha junto com o fermento (isso é importante para garantir mais leveza ao seu bolo). Separe as claras das gemas.

Na tigela da batedeira coloque a manteiga, as gemas e o açúcar. Bata por uns 10 minutos até obter um creme clarinho. Despeje esse creme em uma tigela maior e vá alternando o leite e a farinha mexendo delicadamente com uma espátula até a massa ficar bem homogênea (não bata muito nessa estapa, apenas misture). Adicione as claras batidas em neve (ponto firme) fazendo movimentos circulares de baixo pra cima, envolvendo toda a clara na massa, girando a tigela.

Unte e enfarinhe as formas e asse em forno médio até o palito sair limpo.

ImagemE faça também uma receita de bolo Red Velvet ou veludo vermelho (para esse pode usar qualquer assadeira)

Ingredientes

5 ovos inteiros
2 xícaras (chá) de açúcar refinado
1 pitada de sal
100grs de manteiga sem sal
1 colher (sopa) de cacau em pó
70g de chocolate meio amargo derretido
2 xícaras (chá) e 3 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (sobremesa) de fermento em pó
¾ de xícara (chá) de creme de leite
1 colher (sopa) de corante vermelho morango
1/4 de xícara (chá) de vinagre de maçã

Modo de preparo

Bata os ovos com açúcar. Adicione a manteiga derretida com o cacau em pó e o corante vermelho. Incorpore o chocolate derretido. Misture a farinha já com o fermento. Acrescente o creme de leite delicadamente. Asse em forno 160º/170º.

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Agora que os bolos estão prontos nivele a parte de cima de cada um dos bolos brancos, essa etapa é importante para que dê tudo certo na hora de montar.

ImagemFaça uma receita de recheio e monte os bolos brancos de dois em dois.

Recheio:
300g de cream cheese
85g de Manteiga
1 e ½ xícara (chá) de açúcar
1 colher (chá) de essência de baunilha

Modo de preparo
Misture o cream cheese e a manteiga, tenha a certeza que os dois estão na mesma temperatura para evitar grumos.
Adicione o açúcar e por fim a baunilha.

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Com um garfo esfarele o bolo red velvet sem dó nem piedade, misture um pouco do recheio pra deixar ele mais molhadinho e deixe na geladeira por umas 2 horas.

ImagemFaça um compasso com dois palitos de dente e um cordãozinho e marque o bolo.

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coloque um palito no centro e segurando-o com firmeza, circule o bolo com o outro. Vai ficar assim.

Usando essa marcação como guia corte em formato de V, (estreitando o corte na parte inferior)

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A parte de cima do bolo (os outros dois bolos brancos) é um pouco mais difícil mas vamos lá: Comece pelo centro do bolo formando essa pequena ilha. Depois com o compasso corte o perímetro maior em direção ao centro.Imagem

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Agora com uma colher arredonde o corte do bolo (isso é que vai formar a parte de cima do coração).

Aqui estão as duas metades do bolo preparadas para receber o preparado de bolo vermelho.

Preencha o espaço com cuidado, apertando levemente o bolo vermelho pra não deixar espaços vazios e com cuidado para não danificar o bolo branco.

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Agora que as duas metades estão prontas, leve-as  para refrigerar por 15 minutos, o bolo dá uma assentada nesse tempo.

Coloque um pouco do recheio nos lados do bolo de baixo para colar as duas metades e boa sorte. Tenha certeza de saber qual é a parte de cima e a de baixo, já pensou depois desse trabalhão todo ter um coração de cabeça pra baixo (igual a interrogação do meu teclado)¿

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prontinho: é só passer o resto do recheio por for a do bolo todo e usar a cobertura que você quiser para enfeitá-lo.Imagem

Aqui  a cobertura é uma glace branca.

E prontinho, é ou não é o bolo mais lindo de todos¿

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Bolinho de Mijadra

Outros possiveis títulos para esse post:

-Cozinha Lavoisier.

-Raspas e restos me interessam

-Transformando um almocinho saudável em larica

ou ainda:

-merenda para comer enquanto escrevo no blog.

Tudo começou porque meu grupo de amigas (todas inteligentes, cultas e prendadas) estava falando das delícias da Mijadra. Eu, pra não passar por ignorante, googlei o termo e descobri se tratar de um arroz de lentilhas com cebolas douradas. Embora eu não seja muito fã das ditas lentilhas, resolvi usar um saquinho que estava querendo sair da validade por aqui e hoje arriscamos o prato, na hora do almoço. É uma delícia.

Agora a noite, cheguei de uma reunião e pensando no que iria comer assistindo a novela, resolvi usar os restos do almoço e mais uma cenoura murchinha que jazia no fundo da gaveta de verduras para fazer uma versão do meu tradicional e laricoso bolinho de arroz.

Fiz assim:

Coloquei numa vasilha o resto da mijadra e mais um ovo, farinha de trigo pra dar o ponto (melento mas não tão molengo), uma pitada de sal e a cenoura ralada no ralo fino. misturei bem e fritei no óleo quente. O resultado? Sucesso absoluto de público e crítica. Todos adoraram, o que significa que a lentilha não vai perder a validade.

Maniçoba

mandiocaQuem primeiro fez uso da mandioca foram os índios, que descobriram uma forma de eliminar o seu veneno mortal (ácido cianídrico) através do cozimento e utilizavam-na em diversas preparações.

Quando os portugueses aportaram por aqui, a maniva (folha da mandioca) cozida pelos índios ganhou o sabor do paio, do pé de porco, da costelinha e transformou-se em maniçoba.

No Recôncavo baiano esse prato feito com os restos de carne que não serviam à casa grande e com folhas das plantações de mandioca (lembrem que a região é conhecida por seus engenhos de farinha), virou alimento para os escravos.

Eu sou fã de carteirinha dessa rara comida e como hoje em dia é extremamente difícil vermos aqui em Salvador algum restaurante que sirva a iguaria, quando descubro um lugar que tem maniçoba, e ainda por cima bem preparada, com tempero no ponto certo, penso logo em compartilhar a dica com os amigos.maniva

O lugar que quero que vocês conheçam (pelo menos os soteropolitanos ou quem está de viagem por aqui) é A Venda. Um restaurantezinho com cara de boteco, responsável pela melhor maniçoba de Salvador. Simples e barato lá o bom atendimento é certo e é fácil encontrar mesas disponíveis quase sempre. Lá também tem uma carne de fumeiro deliciosa, mas eu sempre peço a maniçoba. É uma tradição. Na hora de pagar a conta, ainda somos brindados com um Nêgo Bom para adoçar a boca.

A Venda fica na Boca do Rio, na Avenida Otávio Mangabeira, em Frente ao Aeroclube, próximo à churrascaria Boi Preto e o restaurante Maria da Lenha. Ah, não esqueça de me convidar quando você for!

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Um tal de Besouro Mangangá

O negro Manoel Henrique, também conhecido como Besouro Mangangá ou Besouro Cordão de Ouro foi um lendário capoeirista da região de Santo Amaro no Recôncavo Baiano, no começo do século XX. Muitos feitos grandiosos e mágicos lhe são atribuidos. Corria a boca pequena que esse capoeirista tinha o “corpo fechado”, balas e punhais não poderiam feri-lo .

Negro forte e de espírito aventureiro, nunca trabalhou em lugar fixo nem teve profissão definida. Mandingueiro que era, sempre dava um jeito de desaparecer quando os adversários eram muitos e a vantagem da briga pendia para o outro lado, aumentando a crença de que ele tinha poderes sobrenaturais.

Misto de vingador e desordeiro, Besouro não gostava de policiais e sempre se envolvia em complicações com os milicianos. As brigas eram sucessivas e ele sempre tendia a tomar partido dos fracos contra os proprietários de fazendas, engenhos e policiais.

Manuel Henrique morreu jovem, com 27 anos, em 1924. Hoje, Besouro é símbolo da Capoeira em todo o território baiano, lembrado por sua bravura e pela lealdade aos fracos e perseguidos.

Para falar desse lendário capoeirista o diretor João Daniel Tikhomirof filmou Besouro, uma superprodução nacional que conta também com o coreógrafo chinês Hiuen Chiu Ku, responsável pelos efeitos especiais e pelas lutas de filmes como Matrix, O Tigre e o Dragão e Kill Bill.

A estréia está prevista para 30 de outubro deste ano e enquanto o filme não chega, a gente aumenta o apetite e a curiosidade assistindo o trailer

Fonte: wikipédia