Uma questão de lógica

(coloquei este post hoje a tarde e não sei o que aconteceu mas ele sumiu. Ainda bem que tinha becape)

No carro, voltando da escola com as crianças, entramos numa conversa interessantíssima.

Ju: -Mãe, o anjos existem?

Eu: -Existem

Ju: -E o que é anjo?

Eu: -Anjos são os mensageiros de Deus.

Aí ela para, pensa um pouquinho e continua perguntando:

-E Deus fala com a gente diretamente, sem precisar de anjo também?

Eu: -Fala sim, filha. Já aconteceu de você pensar em fazer uma coisa e então uma vozinha na sua cabeça falar assim: “Não faça. Isso não vai dar certo, não é coisa boa…” ?

Ju: -Ah… isso já aconteceu comigo sim.

Eu: -Pois é: essa é a voz de Deus falando diretamente na sua consciência.

Tom que estava calado, só ouvindo a conversa, entrou de sola: -Eu nunca ouvi voz nenhuma na minha cabeça. Eu ouço é você dizendo: “-Tom, não faça isso… Tom não faça aquilo…” . Aí o sem vergonha olhou pra mim, abriu os braços e com um sorriso zombeteiro concluiu: Mãe, você é Deus!

O que respira uma mãe.

Tom estava meio triste/preocupado ontem. Ele quer participar de uma atividade extra do colégio mas precisa se integrar em algum grupo e, segundo o mesmo, todas as equipes estão cheias e sem lugar para ele.
Prometi falar com algumas mães com quem tenho contato para tentar conseguir uma vaga para ele.
A noite, já com bastante sono, o molequinho foi para minha cama pedir dengo e sondar como estava a minha intervenção no assunto escolar.
Depois de eu lhe explicar as respostas que obtive, ele se aninhou em mim, me abraçou e quase me sufoca com a coberta. Eu, fazendo cosquinha nele, expliquei: -Tom, eu preciso respirar pra continuar viva.
Ele, rindo de se acabar, me saiu com essa: -Claro que não, mãe. Você não precisa de oxigênio. Você respira “carbonato de soja”.

Mudando de opinião

Cena1:
Ontem Antônio estava “naqueles dias”. Voltou da escola brigando, reclamando, procurando confusão com Julia e comigo. Ao chegar em casa ele não alivou e continuou o porre. Me valendo do direito inalienável materno de mandar nas crias, eu passei de Piaget a Pinochet e comecei a dar ordens: Tomar banho, recolher a roupa espalhada, fazer o dever de casa, não bagunçar a casa, etc, etc, etc…
Tom que continuava virado no móio de coentro, desabafou: É por isso que eu só amo meu pai. Eu não gosto de você, nunca gostei e nunca vou gostar.

Cena 2:
Hoje na volta da escola, o moleque vem todo sedutor pro meu lado: – Mãe, alí fica o paintball. Eu tenho a maior vontade de ir brincar lá um dia. Você me leva?
Eu prontamente respondi: – Eu não. Você deve pedir a seu pai, que é a única pessoa que você ama. Lembra que você nunca gostou de mim e nem nunca vai gostar?
E ele rapidamente deu um sorriso maroto e mandou na lata: ah mãe, isso foi ONTEM. E começou a cantarolar rindo: “hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou…”.image

A Árvore de Natal

ÁrvoreEu adoro enfeitar a árvore de Natal e esse ano minha empolgação começou cedo. Em agosto encontrei um tutorial de corujas de pano e cooptei minha tia para me auxiliar a fabricá-las. Já falei um pouco das corujinhas aqui e não vou me repetir.

Chegando de viagem, agora no início de dezembro, arregacei as mangas e com o auxílio luxuoso da família montamos (e amarramos pro gato parar de derrubar) a nossa Corujárvore.

Além de uns bichinhos coloridos de madeira e das tão faladas avezinhas simbolizando toda a nossa família (cada um está representado por uma coruja), outros moradores se mudaram para a decoração de Natal e é deles que quero falar aqui.

enfeitesComeço com a estrela azul, simbolizando o céu, a estrela de Belém e o caminho que devemos percorrer para chegar a Jesus. A sereia, vinda de Barcelona, representa Yemanjá, a força das águas que lava a terra e os nossos sentimentos. Alex (Laranja Mecânica), lá do Poleiro de Cores, homenageia a literatura e o cinema (na verdade não é nada disso. Eu gosto dele e pronto). Os anjinho de palha e madeira vieram da Disney e me lembram de como é importante sonhar. Santo Antônio vem carregando o Menino Deus. As duas rosas de feltro mostram como é grande e suprema a natureza. O passarinho olhando pro enfeite do topo da árvore está no galho mais alto, pra nos lembrar que por mais alto que cheguemos sempre tem alguém acima, olhando por nós (ainda bem) e a coelhinha entrou só pra concretizar a profecia de que um dia Papai Noel e o Coelhinho da páscoa se encontrariam.

Assim fizemos uma árvore simples, bonita e cheia de significados (pra quem sabe ver).

Feliz Natal

O primeiro Post de Natal do Ano ou como nasce uma Coruja

A ideia nasceu a pouco mais de um mês. Uma amiga me pediu pra procurar um tutorial de almofada de coruja e navegando pela internet encontrei umas corujinhas gordinhas, fofinhas e engraçadinhas e que além de tudo pareciam bem fáceis de fazer (para alguém que saiba costurar, off course, o que definitivamente não é o meu caso). Na hora que vi as bichinhas pensei em fazer a árvore de Natal da minha infância reloaded…
Tenho que voltar um pouco mais no tempo para explicar essa história: no início dos anos 70, minha tia (e madrinha) costurou vários animaizinhos de pano e com eles enfeitou a nossa árvore de Natal. Tinha girafas, elefantes, onças, leão, passarinho e vários outros bichos coloridos. Pra quem não sabe, minha mãe é veterinária e em minha casa todos adoram animais.
Essa decoração sui generis contava ainda com um presépio onde leão, girafa, jacaré, hipopótamo e rinoceronte seguiam os Reis Magos em visita a um menino Jesus de cabelos azuis, aliás esse presépio existe até hoje e todos os anos é armado na casa de minha mãe.
Quando casei, trouxe do Peru diversos “dedoches” de bichinhos feitos em crochê e montei nossa árvore com eles, ficou linda e bem original. Entretanto com o nascimento das crianças nossa decoração de Natal ficou mais tradicional e as famosas bolas coloridas e luzinhas pisca-pisca passaram a adornar a árvore em substituição aos poeirentos bichinhos.
Esse ano, a minha ideia é transformar a árvore de Natal num corujal colorido, onde cada uma das sujeitinhas represente um membro da família. Além das corujas pretendo usar somente as luzes e uns poucos enfeites que eu guardo com especial carinho (um anjinho de palha que veio da Disney e um de tecido que Juju ganhou quando era bebê e colocou-o na árvore de livre e espontânea vontade, uma sereia que eu trouxe de Barcelona , uma caixinha de metal que minha mãe deu pros meninos colocarem os pedidos pra Papai Noel e Nessie, o monstro de Loch Ness que meu pai trouxe da Escócia).
Por enquanto temos 15 avezinhas prontas, mas acredito que precisaremos adicionar pelo menos umas 20 novas para contemplar a família toda.
Ah o tutorial da corujinhas eu peguei daqui, ó… mudei os olhos de feltro para botões e continhas e não fiz esse pezinho redondo pois minha ideia é de pendurar as bichinhas. E aí alguém se anima¿

Omar, o belo.

Antônio ia se chamar Bento mas uma semana antes dele nascer Fernando decretou:

– Não quero que o menino tenha esse nome.

Não teve santo, reza ou ponderação que o convencesse do contrário e então juntos começamos a escolher outro nome para o rebento.

Meu pai fez várias sugestões (algumas sérias e outras nem tanto). Dentre elas, uma em especial virou piada interna.

– Porque vocês não chamam o menino de Omar?

– Omar pai? Em homenagem a Omar Sharif?

– Não. É que se vocês escolherem esse nome eu vou poder perguntar ao meu neto: – Omar, você quando quebra na praia é bonito?

Creme do Homem

O Creme do Homem pode ser feito utilizando uma receita básica de musse, colocando o leite de coco no lugar da polpa da fruta, e cobrindo-a com uma calda de chocolate, que se faz dissolvendo 200 g de chocolate meio-amargo com um pouco de leite e mais um copo de creme de leite fresco.

(Fonte: COSTA, Paloma Jorge Amado. As frutas de Jorge Amado ou O livro de delícias de Fadul Abdala / Paloma Jorge Amado; fotos de Maria Sampaio. São Paulo, Companhia das Letras, 1997, pp. 63/64). 

Falei com Tia Paloma e ela me explicou assim:

bate as claras em neve e  devagar, ainda batendo, coloca gelatina branca com pouca água. Mistura leite de côco grosso e coloca numa forma de pudim, daquela com um buraco no meio passada na água gelada.

Para a calda  dissolva o chocolate meio amargo em banho Maria, adicione uma gotinha de leite e ½ xic. creme de leite fresco. Mexe bem e desliga. Pode polvilhar côco ralado por cima.