Uma questão de lógica

(coloquei este post hoje a tarde e não sei o que aconteceu mas ele sumiu. Ainda bem que tinha becape)

No carro, voltando da escola com as crianças, entramos numa conversa interessantíssima.

Ju: -Mãe, o anjos existem?

Eu: -Existem

Ju: -E o que é anjo?

Eu: -Anjos são os mensageiros de Deus.

Aí ela para, pensa um pouquinho e continua perguntando:

-E Deus fala com a gente diretamente, sem precisar de anjo também?

Eu: -Fala sim, filha. Já aconteceu de você pensar em fazer uma coisa e então uma vozinha na sua cabeça falar assim: “Não faça. Isso não vai dar certo, não é coisa boa…” ?

Ju: -Ah… isso já aconteceu comigo sim.

Eu: -Pois é: essa é a voz de Deus falando diretamente na sua consciência.

Tom que estava calado, só ouvindo a conversa, entrou de sola: -Eu nunca ouvi voz nenhuma na minha cabeça. Eu ouço é você dizendo: “-Tom, não faça isso… Tom não faça aquilo…” . Aí o sem vergonha olhou pra mim, abriu os braços e com um sorriso zombeteiro concluiu: Mãe, você é Deus!

Johny Appleseed

A apresentação da turma de Júlia na festa da escola não foi tão legal. A segunda série ficou respnsável pelos anos 80 e a escolha da música “walk like an egiptian” não foi feliz. Com tanta coisa representativa dos infames eighties… podiam ter colocado Thriller (os meninos iam amar) ou Madonna, ou Dirty dancing ou Flashdance… tem tanta música bacana que daria uma apresentação bonita. Eu filmei mas nem vale a pena colocar aqui.

No dia seguinte, a sala de Juju apresentou uma peça fofa e pequenininha, sem grandes produções, no palco do parquinho de areia, só para os pais que puderam ir às 8 da matina prestigiar (eram bem poucos).

A peça é Johny Appleseed e conta a história verídica de um homem que no final do século XVIII e início do XIX seguiu andando pelos estados de Ohio, Indiana e Ilinois, nos EUA plantando sementes de maçã.

Johny se tornou uma lenda, e nessa montagem ele parece o menino maluquinho de Ziraldo, com uma panela na cabeça. O audio está baixíssimo e não dá pra ouvir direito, mesmo assim vale para vermos Juju arrasando de “frontier Mother”.

Phillip

Esses dias encontrei uma ideia bacana de experiência para fazer com as crianças. Aproveitei que eles estão de férias e os dias chuvosos e partimos para ação:

Colocamos um ovo num copo com vinagre e esperamos… Júlia, cheia de idéias, imaginou que ia nascer alguma coisa dalí e deu nome ao ovo (ou ao futuro bichinho que nascesse): Phillip.

Aguardamos 1 dia e aí está o resultado.

Eu tinha feito uma versão mais bacaninha com a trilha da família Adm’s mas o youtube censurou e tirou todo o áudio.

Lendas Urbanas

Já tem vários anos que eu conheço a lenda urbana da Loira do Banheiro. Embora nos meus tempos de colégio pobre moça não costumasse assombrar os sanitários das escolas baianas, alguns amigos do sul traziam seus medos junto com as escovas de dentes nas mochilas de férias.

Com o passar do tempo e a crescente globalização, a finada loira ouviu o conselho de Caymmi (você já foi à Bahia, nêga?  Não? então vá), arranjou um bico nos W.C.s escolares de Salvador, e se mudou pra cá de mala e cuia, onde passou a assustar as crianças desacostumadas com tanta loirice.

Pra ser muito sincera, se eu pudesse escolher a assombração, eu decidiria pela Perna Cabeluda, de Recife. Muito mais bacana e assustadora, essa lenda nordestina de raiz é bem mais a nossa cara.

Essa semana Júlia  chegou da escola falando de sua nova preocupação. Num tom meio indeciso, não sabendo no que acreditar ela me perguntou se eu conhecia a tal Loira. Primeiro eu expliquei a ela que a criatura não existia: era uma lenda. contei que a prima mais velha dela, quando era menor teve muito medo dessa história e nós rimos juntas. Depois disso começamos a curtir uma com a outra:

-Cuidado com a Loira do Banheiro!

A brincadeira gerava risos, porém ontem à noite Júlia chegou no quarto meio chorosa, pedindo minha companhia no banheiro. Eu fui com ela mas para tentar cortar essa onda de medo, desconstruindo e desmoralizando a aparição, inventei um novo personagem:

A Mamãe do Banheiro

Por isso sempre que uma criança terminar de “castigar a louça”, basta puxar a descarga e chamar três vezes, bem alto: “Mamãe do Banehiro, Mamãe do Banheiro, Mamãe do banheiro” que a entidade aparece para limpar a bunda do infante. (Tá bom, na verdade basta gritar “Acabei”, que faz o mesmo efeito).